Corte de gratificação irrita servidores da linha de frente da Covid-19, em Brusque

O pagamento da folha salarial de janeiro veio com uma surpresa nada agradável para os profissionais da saúde que atuam no Centro de Triagem de Brusque. Desde o ano passado, eles estavam recebendo uma gratificação de R$300,00 e esse mês o valor não foi depositado. A Rádio Cidade entrou em contato com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brusque (Sinseb) que confirmou a informação.
A vice-presidente do Sinseb, Tânia Pompermayer, afirmou que alguns servidores entraram em contato com a entidade. “Para nós chegou, sim, a informação que o município cortou a gratificação para os profissionais que atuam no Centro de Triagem, sem nenhum aviso prévio, nenhuma explicação, o que eu entendo ser uma grande sacanagem. Não comunicaram os servidores que não receberiam a gratificação”.
Tania complementa que a entidade vai agira em relação a esse fato. “O sindicato não vai ficar de braços cruzados esperando a boa vontade da gestão. Nós vamos sim tomar as atitudes que forem necessárias”, afirmou ela.
A Rádio Cidade procurou o Secretário de Governo e Gestão Estratégica, William Molina que esclareceu alguns pontos sobre o assunto. Conforme ele, foram questões legais que impediram o pagamento e não a má vontade do governo.
“Primeiramente gostaria de deixar muito claro a importância desses profissionais, principalmente nesse momento de pandemia. Digo que se temos heróis nesse período que vivemos certamente são os profissionais de saúde que estão na linha de frente trabalhando e salvando milhares de vidas e nada mais justo que tenham uma remuneração, uma valorização pelo que fazem”, destacou.
Molina explica que no ano passado algumas ações do governo federal permitiam o pagamento e com a virada do ano essas portarias expiraram. “A questão se trata de algo legal, nós tínhamos uma situação definida pelo presidente da república, através de decretos, publicações e nós estávamos seguindo a essas determinações, mas agora nós enfrentamos alguns entraves jurídicos, algumas situações que aconteciam ano passado estavam amparadas na lei, a partir do dia 31 de dezembro deixaram de valer, então agora precisamos desse amparo e precisamos de tramites dentro da burocracia para que a gente consiga fazer que esse valor seja pago”, relatou ele.
Ele é objetivo e diz que é um compromisso de governo resolver esse impasse nas próximas semanas. “Temos que agradecer esses profissionais pela coragem, por estar atuando e cuidando da comunidade. E com certeza nós estaremos dentro da próxima semana resolvendo essa situação, buscando uma solução legal, para que essas pessoas possam receber o que é devido. É um compromisso do governo a gente resolver essa situação o mais rápido possível”.
Finalizando ele deixou claro que não foi a troca de gestores que causou essa situação. “Não foi a troca de secretário que causou isso, o doutor Osvaldo é médico, é sensível em relação a classe, ele sabe desse enfrentamento corajoso”, finalizou.



