Novo espaço de saúde terá atendimento de 12 horas, sete dias por semana

A instalação de um centro de atendimento em saúde no prédio da antiga Unidade de Pronto Atendimento (UP) no bairro Santa Terezinha está em adiantado estado de execução. Pelo menos nas tratativas documentais. A intenção é de que o espaço esteja pronto até o final do primeiro semestre deste ano.
É o que afirma o secretário municipal de Saúde de Brusque, Osvaldo Quirino de Souza. Segundo ele, será feita uma parceria com o hospital de Azambuja, que vai administrar o espaço e disponibilizar toda a estrutura.
“Falta apenas o aparato legal. Foi pedido um estudo de como pode ser feita a cessão do uso do espaço”, destaca Souza.
Entre os serviços que serão disponibilizados estão Raios-X, pediatria, dois médicos clínicos gerais, ultrassom, espaço de atendimento à violência contra a mulher, aleitamento materno e de psicologia. Uma parceria com a Unifebe deverá ser formalizada para que alunos do curso de psicologia prestem atendimento às mulheres que são vítimas de violência, bem como de assistência jurídica a estas.
“Nossa ideia é que esse centro esteja pronto até o final desse semestre. Vamos atender uma grande massa de pessoas do Limoeiro, Limeira, Batêas, Steffen e até uma parte do Poço Fundo, que pode se deslocar através da Boehmia”, frisa o secretário.
Ainda segundo ele, o espaço vai funcionar de domingo a domingo, doze horas por dia. A ideia é passara toda a administração para o hospital, sendo acompanhada pela Secretaria de Saúde, e cobrar resultados pela execução dos serviços.
Novo espaço foi autorizado pelo Ministério da Saúde
Criadas em 2007 pelo governo federal, através do programa Mais Saúde, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) tinha como proposta atender a população 24 horas por dia com serviços em diversas especialidades. Elas seriam instaladas nos municípios, que receberiam contrapartida financeira federal para manter os espaços e serviços.
Em Brusque, a construção da UPA foi anunciada em 2012. O local seria um terreno no bairro Santa Terezinha, em frente à Unifebe. Desde então, o serviço tem sido alvo de entraves. Primeiro porque os governos que sucederam o autor da proposta, Paulo Eccel (2009-2015), alegaram que seria inviável manter o espaço por conta do custo elevado: do Ministério da Saúde seriam enviados pouco mais de R$ 250 mil e o custo mensal passaria de R$ 1 milhão. O Conselho Municipal de Saúde (Comusa) ficou dividido sobre a instalação, devido ao elevado custo de manutenção.
Em 2020, o atual prefeito, Ari Vequi, foi à Brasília e conseguiu liberação do Ministério da Saúde para que o recurso usado para a instalação do espaço pudesse ser destinado a outro fim. Com isso, nascia a ideia de um pronto atendimento.



