Faltam apenas sete medicamentos na Farmácia Básica

Apenas sete, dos 188 medicamentos que constam na Relação Municipal de Medicamentos (REMUME) estão em falta nas farmácias da Rede Municipal de Saúde de Brusque. Segundo o último levantamento, a cidade tem uma cobertura de 96,27%, quantidade superior ao que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS), onde o município deve ofertar 80% de abastecimento às Unidades.
Entre os motivos para a falta estão o atraso na entrega pelos fornecedores; o não comparecimento de empresa interessada de participar dos processos de compra; ausência de matéria prima para produção e, ainda, falta do produto na indústria. Dois medicamentos em problemas na entrega, por exemplo, Passiflora Incarnata (ansiolítico e antidepressivo natural) e Medroxiprogesterona (repositor hormonal) a prefeitura não conseguiu comprar pois nenhum fornecedor apareceu durante o processo licitatório. Quando isso acontece, há a opção de utilizar o Registro de Preços da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI), e, mais uma vez, também não houve empresas para vender os remédios para os órgãos públicos.
Segundo a Coordenadora de Assistência Farmacêutica, Patricia Bernardi Sassi, apesar de haver duas opções para compras de remédios, ainda assim, alguns medicamentos não são possíveis de serem adquiridos. “No caso de Brusque, contamos com duas atas de registro de preços e com isso, conseguimos suprir a falta de entrega por parte de alguns fornecedores. Mas, mesmo assim, ainda temos dificuldade de alguns medicamentos, seja por falta na indústria ou de matéria prima, ou até mesmo por não ter empresas interessadas em vender ao poder público”, comenta.


