Dilma assume presidência do Brasil
A partir de hoje (1º de janeiro de 2011) e até 31 de dezembro de 2014, a República Federativa do Brasil terá no comando da vida pública nacional Dilma Rousseff e Michel Temmer (vice presidente). A posse ocorreu no início da tarde, em sessão solene do Congresso Nacional.
Dilma ressaltou durante o discurso de posse, dentre outros aspectos, a responsabilidade de dar continuidade às iniciativas de sucesso implementadas pelo presidente Lula durante os dois mandatos consecutivos a frente do Poder Executivo Federal.
Dilma Rousseff é a primeira mulher a ser eleita para presidir o Brasil. Até então, apenas a Princesa Isabel governou o país em três ocasiões na década de 1870, antes, no entanto, da proclamação da República e de forma temporária.
A nova presidenta do Brasil, 63 anos, nasceu no dia 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte, capital mineira. Oriunda de uma família de classe média, Dilma é filha de pai búlgaro e de mãe brasileira. É divorciada, tem uma filha, Paula, e, durante a campanha eleitoral, ganhou seu primeiro neto, Gabriel.
Em sua juventude, participou de grupos armados de resistência à Ditadura Militar em vigor no país. Em 1970, foi presa, torturada e condenada, tendo seus direitos políticos cassados por 10 anos. Em 1975, três anos após sair da cadeia, foi morar em Porto Alegre. Dois anos depois, Dilma se formou em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Em 1979, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), fundado pelo ex-governador do Rio Leonel Brizola, após a anistia política aos opositores da ditadura. Foi a partir daí que Dilma começou a exercer cargos públicos. Em 15 anos, foi Secretária de Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre, presidente da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul e Secretária Estadual de Energia, Minas e Comunicações. Em 2001, ela se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Com a eleição de Lula em 2002, Dilma se tornou ministra de Minas e Energia, cargo que ocupou até 2005. Neste ano, com o escândalo do mensalão, a nova presidente, que havia conquistado a confiança do presidente Lula com seu trabalho a frente da pasta energética, substituiu o então ministro José Dirceu, na Casa Civil. Foi neste cargo que Dilma ganhou visibilidade como braço direito de Lula e por ser uma das responsáveis pelo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).
Em 2009, quando já era cogitada a ser candidata à presidência, Dilma descobriu um linfoma do tipo B no sistema linfático. O câncer levou à então ministra a sessões de quimioterapia e a ter que usar perucas, por ficar sem cabelo devido ao tratamento. Muitos chegaram a cogitar que a doená atrapalharia o lançamento de sua candidatura à presidência.
No entanto, Dilma surpreendeu a todos e disputou uma das campanhas mais intensas desde 1989. Conhecida por seu perfil rigoroso, a presidenta eleita optou por valorizar sua sensibilidade, associadas às imagens de mãe e mulher.
Durante o governo de transição, Dilma voltou a mostrar a força de sua personalidade. Com pressões de diversos partidos, aliados e do próprio presidente Lula, Dilma soube conduzir a composição ministerial com personalidade e impor sua vontade na maior parte dos casos. É desta forma que Dilma Rousseff será a 40ª presidenta da história do Brasil.
Fonte: O Dia Online


