A sessão de quinta-feira (27), em que os vereadores oposicionistas rejeitaram o projeto 160/2014, sobre financiamento internacional, ainda repercute. Inclusive na própria Câmara, na sessão desta terça-feira (3).
O vereador Jean Pirola (PT) foi quem levantou o assunto inicialmente. Usou o termo falácia para tratar a forma como o assunto foi tratado posteriormente, principalmente nas redes sociais. “O prefeito não está nem aí para a Casa e apenas quando os projetos andam de acordo com suas pretensões”.
O vereador Ivan Martins (PSD) também se manifestou sobre os fatos ocorridos na sessão de quinta-feira, quando a oposição rejeitou o projeto de lei 160/2014. Disse que conversou com muitas pessoas na cidade e obteve parecer favorável das mesmas sobre o posicionamento contrário ao projeto. Voltou a frisar que era a favor da proposta, desde a emenda de sua autoria fosse incluída.
A referida emenda dizia que o financiamento deveria contemplar a obra de continuidade da Beira Rio. E aproveitou para rebater colocações do prefeito Paulo Eccel durante a semana, de que quem votou contra o projeto estava votando contra Brusque, bem como a forma como a bancada do governo debateu o assunto na sessão. “Não aceitamos a argumentação de que quem votou contra o projeto estava votando contra a cidade de Brusque. É o mesmo que dizer que quem votou contra nossa emenda também é contra Brusque”, frisou na tribuna.
Para o vereador Piorla, a oposição não foi contra a ponte e o início do anel viário, mas contra o volume de recursos do financiamento serem, em sua visão, aplicados nas obras erradas. “O gargalo de Brusque não é uma ponte de R$ 35 milhões e, sim, obras mais baratas, que podem resolver nosso problema”.
Ainda sobre a sessão de quinta-feira, Ivan Martins se disse desrespeitado pela forma como os representantes do governo travaram o debate. Na ocasião, ele e Marli Leandro chegaram a bater boca. Comparou a atitude da bancada governista, na sua avaliação, a personagens que participaram dos manifestos de 2013 contra o governo em nível nacional.
“Isso me fez relembrar quando houve aquela movimentação com os black blocks do PT. E esses black blocks do PT em nível nacional estão aqui”, disse ele na tribuna.
O vereador Valmir Ludvig (PT) retrucou o pessedista em relação ao comentário de truculência na atuação dos membros do governo. “O cara vem aqui e diz que os outros são truculentos, mas ele pode gritar”.
Em seguida, citou a situação que a cidade estava quando o atual governo assumiu em 2008 e como a obra da Beira Rio foi executada no governo anterior. “A Beira Rio não foi feita de acordo com o projeto original, por isso que está essa ‘nhaca’. E vai ser difícil de se recuperar. Poderia ter sido feita de outro”.
Por fim, Marli Leandro (PT) disse que os vereadores de oposição apenas criticam sem embasamento. “Temos responsabilidade pelo município também. Não adianta vir fazer critica por fazer”.



