Moradores reivindicam segurança no trecho
A reivindicação já é antiga. Porém, agora, depois da morte de Francisco Caetano Machado (63), vítima de uma colisão de sua motoneta com um veículo que saía da Rua DJ 014, transversal da Travessa Dom Joaquim, é que os moradores das redondezas fizeram o assunto voltar à tona. O grande impasse é, teoricamente, de simples solução. Todavia, na prática, os problemas perduram há muito tempo.
A reportagem da Rádio Cidade voltou ao local do acidente no fim da tarde desta quinta-feira (28) e conversou com Francisco Ademar Tabarelli. Residente quase que na esquina onde ocorreu a fatalidade, ele explica em detalhes a situação, na entrevista que você confere abaixo:
Rádio Cidade: O senhor mora na esquina da Travessa Dom Joaquim com a DJ 014 há quanto tempo?
Francisco Ademar Tabarelli: Há 13 anos.
Rádio Cidade: E qual o principal problema de quem tenta acessar a travessa, saindo dessa transversal?
Tabarelli: É a curva aqui, né? O carro que sai daqui se tiver alguém atrás da curva, não consegue ver nada. Se vier corrido, não dá tempo de arrancar da saída.
Rádio Cidade: E já houve muitos acidentes por aqui, no tempo em que o senhor reside neste local?
Tabarelli: Olha, teve bastante. Antes de eu morar aqui, já deu bastante também. Coisa feia deu, hein.
Rádio Cidade: Mas como esse de ontem (quarta-feira), com uma pessoa que acabou falecendo, foi a primeira vez?
Tabarelli: É, falecer foi a primeira vez. Em treze anos que estou aqui, foi a primeira vez.
Rádio Cidade: Para o senhor, qual a solução para o trecho de quem vem em direção ao bairro, ou em sentido inverso em termos de mais segurança?
Tabarelli: Olha, para mim o negócio é abrir a estrada aqui, né? Este pedaço da curva aqui e colocar um espelho pro pessoal que vai sair poder ver, né? Não tem condição. Passa cada louco nessa estrada aí que é o fim do mundo, né? Tem hora que é um perigo isso aí.
Rádio Cidade: Uma lombada no início da curva resolveria?
Tabarelli: Resolvia, pra lá um pouco da curva, porque daí o cara acalma já na curva e já resolvia a saída aqui.
Rádio Cidade: A maioria dos acidentes era apenas de danos materiais, porém, ontem (27), uma pessoa acabou falecendo, não é?
Tabarelli: Antes de eu morar aqui, já tinha a casa e faleceu dois caras de moto aqui. Há poucos dias bateu outro no coqueiro aqui, mas não se machucou. É por causa da curva. Essa saída aqui é perigosa.
Rádio Cidade: Alguém da comunidade já procurou algum órgão público para resolver o problema?
Tabarelli: Olha, quando dá algum acidente aqui eles se acordam. Mas até agora não teve ninguém que fez nada. Mas o certo é fazer algo na curva, seja uma lombada, uma tartaruga, alguma coisa. Têm minhas filhas que saem daqui, também. Têm os conhecidos todos.
Após conversar com Francisco, o morador, na saída da unidade móvel do local conversamos, ainda, com alguns moradores que transitavam pela DJ 014. Feitas as mesmas perguntas, informalmente, eles corroboraram com as palavras do entrevistado. Falaram que já viram vários acidentes acontecer, pois quem sai da transversal é, muitas vezes, surpreendido por alguém que já esta na via principal.
Entraremos em contato com a secretaria de obras do município, a fim de conversar com algum responsável para que este nos informe o que pode ser feito no local.



