A manifestação dos caminhoneiros em Santa Catarina continua ganhando força desde que iniciou, na quarta-feira (18). A manifestação, que teve inicio na região do extremo Oeste do estado, na tarde desta terça-feira (24), chegou à BR 101, em Sombrio, sendo que o acesso ao Porto de Itapoá está fechado e existe a probabilidade de que o Porto de Itajaí também seja bloqueado. Ao todo, já são 23 trechos de estradas bloqueadas.
Apesar da pressão sofrida pela maior cooperativa de alimentos em Santa Catarina, a Aurora, que em protesto contra a greve da categoria paralisou sua produção de alimentos neste dia em quatro cidades, os caminhoneiros continuam avançando com os bloqueios e contando, inclusive, com apoio ao movimento por parte de agricultores e até do comércio. Como na cidade de Palmitos, que às 16h desta terça-feira lojas e comércio em geral fecharam as portas em manifestação de apoio ao movimento grevista.
Os caminhoneiros reivindicam redução no preço dos combustíveis e melhora nos valores referentes ao frete, bem como melhorias na malha viária. Os reflexos da greve que atinge oito estados do país já são sentidos em algumas regiões como Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso pela falta de combustível. Em Santa Catarina, Chapecó, também tem escassez do combustível e a procura pelo produto tem gerado filas em postos da cidade. Supermercados poderão encontrar dificuldades para abastecer seus estoques com alimentos como leite, carne, ou hortifrutigranjeiros nos próximos dias, caso persista a greve.
Durante esta manhã de terça-feira houve até a possibilidade da intervenção da PRF e da Força Nacional para desbloquear algumas rodovias, porém não se confirmou a ação. O governo catarinense cobrou ações da PRF junto ao superintendente da Polícia Rodoviária Federal, inspetor Silvinei Vasques, mas informou, também, que em nenhum momento tratou ou solicitou a intervenção da Força Nacional para atuar no estado.
Segundo o secretário da Agricultura de estado, Moacir Sopelsa, os bloqueios estão causando prejuízos para as agroindústrias e para os produtores de leite das regiões Oeste e Meio-Oeste. A primeira ação do governo federal foi acionar a Advocacia Geral da União, que recorre à justiça para liberar rodovias federais. Advogados querem multa de R$ 100 mil por hora de bloqueio.



