Na volta às aulas é muito comum que as crianças e os adolescentes queiram levar tudo que têm direito dentro das mochilas. Entretanto, a fisioterapeuta Elisângela Tridapalli Oliveira alerta para o sobrepeso nas mochilas e a forma de carregar, que, segundo ela, podem render alterações de postura e dores na coluna.
“Deve-se cuidar também com o fato de não ultrapassar o peso da mochila 10% do peso corporal da criança. Para uma criança com 30 quilos, por exemplo, a mochila não deve ultrapassar de três quilos”, pontua ela.
Com o sobrepeso das mochilas, o que pode gerar é a hipercifose, que seria a “corcunda”, ou aumento da hiperlordose, aumentando a curvatura, ou uma escoliose, que é o desvio lateral da coluna, além de dores.
Não somente as crianças, mas os adultos também podem sofrer com a carga excessiva em bolsas (laterais) e mochilas. Segundo a fisioterapeuta, a bolsa que é usada em um ombro só não deve passar de 5% do peso corporal.
PARA MELHORAR
Elisângela orienta para que as bolsas sempre sejam carregadas nas costas/ombros com duas alças, nunca com uma alça só. “A mochila sempre deve estar próxima ao corpo, as alças devem ser acolchoadas, ter uma largura mínima de quatro centímetros. Então, se a tira for muito estreita pode estar causando compressão e também estar restringindo a circulação”, explica.
Ela também instrui aos pais que sempre estejam supervisionando para saber se as crianças estão levando somente o necessário para a aula. Além disso, o fundo da mochila deve permanecer sobre a curva lombar da coluna e não deixar ela muito comprida.
Às vezes, de acordo com a fisioterapeuta, as mochilas de rodinhas são uma boa alternativa para aliviar esse peso. Mas, também, deve-se ter um cuidado para carregar a mochila, puxando-a, cuidar para não ficar com a coluna torta e, sim, bem ereta, orienta a fisioterapeuta.
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