As palavras de uma mãe, que narra o sofrimento e as últimas horas de vida do próprio filho. Palavras que tocaram e emocionaram milhares de pessoas durante dois dias, quinta-feira (13) e sexta-feira (14), em Guabiruba. Ela era Maria de Nazaré, que do alto de um palco no pátio da igreja São Cristóvão, no Bairro Aymoré, contou partes da maior e mais bela história de todos os tempos: Paixão e Morte de um Homem Livre.
Emoção que jorrou dos olhos de um público de 4,5 mil pessoas somente na última noite da apresentação já quando ela deu início à narrativa, contando a visita do anjo Gabriel e o “sim” ao pedido enviado dos céus para gerar em seu ventre a vida do salvador. Antes, de entrada, um belo espetáculo com direito ao desfile de bandeiras de vários países, simbolizando a união de todos os povos.
Daí em diante, foram mais de duas horas de comoção total. A história de Jesus Cristo saltou até os doze anos, quando auxiliava o pai José na carpintaria, até os momentos derradeiros: o julgamento diante de Pôncio Pilatos e Herodes ao ato da crucificação, chegando ao renascimento e o reencontro com a mãe, Maria.
Para o presidente da Associação Artístico e Cultural São Pedro (AACSP), Marcelo Carminatti, foram dois dias de trabalho intenso, mas gratificante. “É algo que emociona. Principalmente a nós, que estamos desde o primeiro espetáculo, em 1986. Quem nos conhece um pouquinho sabe o quanto amamos isto aqui. Falar de Paixão e Morte de um Homem Livre, para mim, é falar da minha vida”, disse ele.
Este ano, a peça teve a participação do ator Francisco Cuoco, que encenou um dos personagens, o sumo sacerdote Neftali. Ao final da apresentação, ele destacou a importância de fazer parte da peça guabirubense. “Saio dessa cidade modificado por ter tido a oportunidade de viver essa experiência nobre no dia que antecede a Páscoa. Certamente terei uma Páscoa especial este ano”, destacou o ator.



