O Horário de Verão, que está em vigor desde outubro do ano passado, encerra no próximo domingo (22), à 00h. Na ocasião, os relógios deverão ser atrasados em uma hora em Santa Catarina e nas demais regiões do país que obedecem à regra.
Até o início deste mês, o governo federal estudava adiar o fim do Horário de Verão para março. A medida visava ampliar o tempo para economia do consumo de energia. Porém, estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico, que cuida do setor no Brasil, apontaram que a economia seria muito pequena, não tornando atrativo estender o período do mesmo.
A estimativa do governo é de que a economia de energia elétrica no país nesta edição do Horário de Verão chegue a quase R$ 280 milhões. Da mesma forma, a economia com a diminuição na geração térmica deve ficar entre 4,5% e 5% em relação ao restante do ano.
O Horário de Verão foi introduzido no Brasil em 1931, no governo de Getúlio Vargas, e teve duração de cinco meses. Após isso, a medida foi aplicada vez ou outra, sem seguir um cronograma fixo. Somente a partir de 1985 que passou a ser aplicado ininterruptamente todo ano. Em 2008 ficou definido que o Horário de Verão teria duração de quatro meses e encerraria no terceiro final de semana de fevereiro. Exceto se coincidisse com a data do Carnaval, quando acabaria no final de semana seguinte ao evento.
Não é somente o Brasil que possui este modelo de programa. Países como Alemanha e Estados Unidos também o adotaram. Benjamin Franklin, inventor norte-americano, foi quem lançou a ideia de se adiantar o relógio em uma hora no verão, em 1784. A Alemanha, em 1916, foi o primeiro país a implantá-lo oficialmente.




