Manobra de Dejair Machado favorece Ciro Roza
Na tarde dessa quarta-feira (14), os vereadores de Brusque participaram de uma sessão ordinária para votar os pareceres emitidos pelo Tribunal de Contas de Estado (TCE) que sugeriam a rejeição das contas da prefeitura de Brusque nos anos de 2002, 2005, 2006 e 2007, durante mandatos do ex-prefeito Ciro Roza.
Eram necessários sete votos do total de dez vereadores para que a Câmara fosse favorável à rejeição do TCE. O grupo contrário a Ciro Roza tem três votos - Valmir Ludvig (PT), Edson Müller (PP) e Ademir Bras (PMDB). O vereador Alessandro Simas (PR) era tido como o "fiel da balança". Ou seja, se ele votasse favoravelmente à rejeição das contas, em conjunto com Valmir, Edson e Ademir, o ex-prefeito Ciro Roza se veria em maus lençóis em termos de política.
Com as contas recebendo parecer contrário também dos vereadores, Ciro estaria impossibilitado de assumir funções públicas - como deputado estadual ou secretário Regional, por exemplo.
Para evitar uma possível situação negativa, o vereador Dejair Machado (DEM) usou de um artifício legal e solicitou que as contas passassem por uma reavaliação dos conselheiros do Tribunal. Com os votos favoráveis Roberto Prudêncio, Eduardo Hoffmann, Celso Emídio, Jonas Paegle e Dejair Machado, as contas voltam à apreciação do TCE em Florianópolis - inclusive as de 2002, que já haviam sido reavaliadas.
A surpresa na votação do requerimento veio do vereador Alessandro Simas, que posicionou-se contrário à aprovação e afirmou que votará contrário à aprovação das contas referentes aos anos de 2007 e 2008, quando retomarem os trabalhos, pois existem números contraditórios.
Refletindo a forte manifestação popular contrária à decisão dos vereadores que apioaram o pedido de Dejair, Ademir Bras de Souza definiu a sessão como "uma aberração".


