Nesta quinta-feira (5), diversos policiais federais e servidores da Receita Federal cumprem mandados judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina. A empresa de construção de tanques de combustíveis, Arxo, situada em Balneário Piçarras, é suspeita de envolvimento de pagamento de propina da Operação Lava-Jato.
A Arxo havia anunciado, no ano de 2014, um contrato de R$ 85 milhões para a construção de 80 caminhões-tanque de abastecimento de aeronaves (CTAs) para a Petrobrás Distribuidora.
A empresa investigada ainda informou, em nota oficial, que as atividades da instituição estão suspensas. "A intenção da empresa é contribuir com o trabalho das autoridades, ajudando-os com todo e qualquer esclarecimento necessário. A produção fabril opera sem alterações", informou a assessoria. A Arxo tinha negócios BR Distribuidora e renovou contrato ano passado.
NONA FASE
Segundo a PF, essa nona fase é fruto da análise de documentos e contratos apreendidos anteriormente. Também contribuíram para esta nova etapa da operação as informações oriundas da colaboração de um dos investigados, além da denúncia apresentada por uma ex-funcionária de uma das empresas investigadas.
Das cidades de Santa Catarina envolvidas estão Itajaí, com oito mandados de busca, cinco de condução coercitiva e dois de prisão temporária. Em Balneário Camboriú, três mandados de busca, um de prisão temporária e um de condução coercitiva. Piçarras, dois mandados de busca. Navegantes, um mandado de busca e um mandado de condução coercitiva. Penha, um mandado de busca e, em Palmitos, um mandado de busca, também.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder, na medida de suas participações individuais, pelos crimes de fraude em licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.




