Nesta quarta-feira (4) é lembrado como o Dia Mundial do Câncer. No mundo todo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 12 milhões de pessoas recebem o diagnóstico da doença anualmente.
Os mesmos dados mostram que, deste total, oito milhões acabam perdendo a luta contra a doença. No entanto, nas últimas décadas, a medicina tem evoluído e dado esperança aos pacientes e aos profissionais que tratam diretamente do câncer. O que muitas pessoas ainda não sabem é que existem oportunidades de tratamentos diferenciados para quem recebeu o diagnóstico: são os estudos clínicos em todo o mundo.
Oncologistas apontam que no Brasil, muitos pacientes voluntários fazem parte dessa rede que usa medicamentos já testados em outras partes do mundo e auxiliam na evolução da medicina. Mas os números são baixos, se comparados com os registrados nos Estados Unidos, por exemplo, onde mais de 26 mil estudos já foram feitos ou estão recrutando pacientes.
No Brasil, são 825 que estão em andamento ou já terminaram. Ainda de acordo com oncologistas, muitos desses medicamentos quando chegam ao país, por meio de estudos, já tiveram a eficácia comprovada nos EUA, entre estes o comprimido usado no tratamento para um tipo de câncer de pulmão, que está com protocolo aberto em Itajaí, e seu benefício na primeira análise foi de 90% em estagnação, diminuição ou até mesmo o desaparecimento do tumor, em pacientes dos Estados Unidos.
Estimativa do Inca aponta em 580 mil casos novos da doença para 2015 no Brasil. Os estudos clínicos são gratuitos para todos os pacientes e é através destes estudos que será possível descobrir e apontar quais os melhores medicamentos para tratar o câncer. A população precisa estar consciente de que quando ela participa de um estudo, está ajudando a medicina e até a própria saúde. Portanto, a realização de exames é fundamental.



