Entre os dias 27 de fevereiro e 6 de março, ocorrerão dois juris popular em Brusque. O primeiro será no dia 27, às 8h30min, quando serão julgados os réus Paulo Otávio Pacheco e Carlos Alexandre Barbosa de Lima que respondem por suposto crime de homicídio qualificado contra Kleyton Reis.
“O fato aconteceu no dia 8 de março de 2013, quando a vítima, Kleyton Reis, foi a uma "festa" realizada na casa de Paulo Otávio Pacheco, no Bairro Nova Brasília. No decorrer da festa, já regrada de bebida alcoólica e drogas, Paulo Otávio Pacheco, conduzindo seu veículo, saiu da festa na companhia de Carlos Alexandre Barbosa de Lima, mais um adolescente e a vítima para comprar mais substâncias entorpecentes, retornando após para o bairro.
No decorrer da festa, Carlos Alexandre Barbosa de Lima negociava com a vítima a venda de uma arma de fogo, "possivelmente um revólver calibre .32 ou 38", prestando dessa forma auxílio material para o intento de Pachequinho, posto que já sabia da sua inequívoca vontade de ceifar a vida da vítima. Os denunciados, já mancomunados entre si, pré organizados, estabeleceram um plano, no qual o denunciado ofereceria uma arma de fogo para a vítima comprar e, com a desculpa de testar a arma de fogo, o denunciado, juntamente com o adolescente, convidariam a vítima Kleyton Reis para saírem, levando-o a local ermo no morro da lajota, no Bairro Nova Brasília e, com evidente propósito de matar, " desferiu disparos de arma de fogo contra Kleyton Reis.
Frisa-se que o denunciado, com a ajuda do adolescente e a efetiva participação do denunciado matou a vítima Kleyton Reis por motivo fútil, em razão de ciúmes causados por um antigo relacionamento amoroso que a vítima teve com sua namorada Karen, bem como pelo fato de que a vítima teria "ficado" em uma oportunidade com ela duas semanas antes do homicídio.
Que após a vítima ter ficado com Karen, o denunciado fingiu-se e mostrou-se amigo da Kleyton, convidando-o a frequentar festas e se dispondo-o a levá-lo a comprar drogas e até mesmo a testar a arma de fogo, como se fossem amigos, dissimulando uma falsa amizade com o intento de ceifar a vida da vítima, apenas para facilitar o seu intento final.
Ao investir contra a vítima de forma repentina e inesperada, o denunciado não permitiu que ela esboçasse qualquer reação.”
O outro júri popular acontecerá no dia 6 de março, às 8h30min, em que também o réu Dyonathan Cauê dos Passos Ribeiro responderá por crime de tentativa de homicídio contra Sidnei Ramos. O crime aconteceu no dia 12 de julho de 2008, por volta das 22h. A vítima, Sidnei Ramos, dirigiu-se até a quitinete do denunciado para pedir que este baixasse o volume do som, vez que o barulho era ensurdecedor, instante em que foi surpreendido pelo denunciado, que efetuou quatro disparos com arma de fogo. A vítima atingida por dois tiros, na mão e ombro esquerdo. Sidnei Ramos sobreviveu aos ferimentos e, desse modo, o denunciado responderá por tentar matar a vítima, por motivo fútil, já que esta lhe pediu para baixar o volume do som.



