A recuperação judicial da Cia Industrial Schlösser, iniciada em 2010, terá um novo capítulo em fevereiro. Depois de problemas no edital, o leilão de um lote de imóveis da empresa, que estava marcado para novembro, acontecerá no dia 9 de fevereiro, na portaria da empresa. Na oportunidade, o lote contemplará duas áreas para quitação de débitos trabalhistas.
Um dos imóveis fica na Avenida Getúlio Vargas e abrigava o estacionamento e o setor de administração da empresa, em frente à portaria. O terreno tem 4.621,50 m2, com 688 m2 de área construída, além de 298 m2 de estacionamento.
A outra área corresponde ao terreno da Associação Atlética Schlösser e tem um total de 28.270,61 m2. Os dois imóveis serão vendidos em lote único, com lance inicial baseado na avaliação feita no início do processo de recuperação judicial, em março de 2011, cerca de R$ 12,7 milhões.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação, Malharia, Tinturaria, Tecelagem e Assemelhados de Brusque (Sintrafite), Aníbal Boettger, caso não exista comprador no dia 9 de fevereiro, um novo leilão será marcado para 20 de fevereiro, porém, o valor do lance inicial subirá para cerca de R$ 14 milhões.
As dívidas trabalhistas da Schlösser, segundo Aníbal, chegam a R$ 14,5 milhões e, caso o valor arrecadado com a venda do lote de imóveis não alcance o valor da dívida, existe uma outra área, no Bairro Dom Joaquim, onde há a possibilidade de alcançar o valor restante da dívida, através da venda deste espaço.
Caso neste segundo leilão não aconteça a venda, o Sintrafite e o Sindmestre, sindicatos que estão à frente da negociação, poderão buscar compradores para cada terreno, de forma separada, porém, não terão mais a garantia da área do Bairro Dom Joaquim. Além disso, o valor total da dívida terá de ser alcançado com a negociação.
Vários interessados entraram em contato com o Sintrafite para buscar informações sobre valores para venda, mas a maioria quer um ou outro terreno disponível, poucos foram os que se interessaram pelo lote. Mesmo assim, a expectativa dos sindicatos é de encerrar o quanto antes este processo, para que o crédito dos trabalhadores seja pago.




