A presença de buracos e poeira é um problema que está atormentando moradores da Rua Alexandre Barni, no Loteamento Boa Vista, Bairro Dom Joaquim, em Brusque. A falta de pavimentação na via que dá acesso à localidade é um dilema de tempos, segundo quem reside naquela região.
É o caso de Márcia Passos Zen. Moradora da rua, ela disse que já foram procurados vários meios de solucionar o problema, mas os buracos e arames do concreto, que foram utilizados para amenizar a situação, têm dado alguns prejuízos para os que passam pela via. “Ele [o dono do loteamento] ‘bota um cimentinho’ e coloca um ferro embaixo, aí com o tempo, vai se desgastando e vão aparecendo os arames ao ar livre. Com isso furam os pneus dos carros”, conta ela, indignada.
Diante da situação, a reportagem entrou em contato com o diretor-presidente do Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan), Laureci Serpa Junior. Ele diz que o Loteamento Boa Vista teve sua construção aprovada junto à Prefeitura de Brusque. Na época em que isso ocorreu, afirma, não havia obrigatoriedade de que o local fosse pavimentado, tal qual ocorre atualmente.
A situação apontada pela moradora, de que o proprietário do loteamento realiza ‘consertos’ na via para solucionar paliativamente o problema, não é permitida, segundo o diretor-presidente do Ibplan. De acordo com a moradora, quando vai vender os lotes, por conta própria, ele realiza uma pavimentação somente em frente às casas. Mas isso é proibido e o proprietário já foi informado sobre essa norma, para que não ocorra mais.
Serpa Junior afirma que a situação da pavimentação da via está com solução adiantada. “Após várias conversas com os moradores locais, na última reunião que tivemos com a secretaria de Obras e com a Empav [Empresa Municipal de Pavimentação], ficou definido que os moradores, em processo de mutirão, vão resolver para uma nova pavimentação da via”, pontua.
A reunião foi realizada ano passado e a Prefeitura aguarda para que os moradores comprem o concreto e entrem com as outras solicitações. Quem realizou o acordo com os moradores, até mesmo em questão de prazos, foi a Empav.
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