PM que matou surfista tem prisão preventiva decretada

O Ministério Público de Santa Catarina converteu na última sexta-feira (23) de flagrante para preventiva a prisão do policial militar Luis Paulo Mota Brentano, que teria atirado e matado o surfista Ricardo dos Santos, na Praia do Embaú, em Palhoça. Brentano deve seguir preso pelo menos até o dia do seu julgamento.
A decisão acontece dois dias após um exame apontar que o policial militar estava alcoolizado momentos antes do crime. O surfista levou dois tiros na porta de sua casa e, após quatro cirurgias, morreu na última terça (20), no hospital. Ricardinho, como era conhecido, teve suas córneas doadas. Outros órgãos não puderam ser aproveitados, devido a hemorragias internadas sofrida pelo disparo.
"E esclareço que toda cautela neste feito era de todo necessária não só pela comoção social que o fato gerou no País inteiro, mas sobretudo porque quando da comunicação formal da prisão em flagrante do Acusado pairava dúvida severa sobre o real acontecido [...] porque o Acusado, todo o tempo, sustentou ter agido em legítima defesa própria. Todavia, agora, com a juntada de outros elementos probatórios aos autos, dentre os quais os laudos periciais dos exames de alcoolemia, toxicológico e cadavérico realizados, é plenamente possível a este magistrado exercer o Juízo de valor acerca da necessidade da prisão cautelar do Acusado", escreve o juiz no processo de Brentano.
Ricardinho era uma das promessas do surfe nacional - que vivia ainda mais visibilidade depois do inédito título mundial do amigo Gabriel Medina. O grande feito da carreira do atleta havia sido uma vitória sobre a lenda Kelly Slater, em uma etapa do WTC, em 2012. O catarinense buscava voltar à elite do surfe mundial.



