Reginaldo Aparecido Bressan (41), que manteve o próprio filho refém no final da tarde desta quinta-feira (22), disse que estava sob efeito de álcool para tomar a atitude que tomou. A criança, de seis anos de idade, ficou sob a mira de uma faca por mais de duas horas, até ser resgatada por uma equipe do Bope.
À Rádio Cidade, na delegacia, ele alegou que não cumpriria as ameaças de matar o próprio filho e depois tirar a própria vida, conforme anunciava no local, a casa dopai dele, na Rua Elvira da Silva, no Bairro Limeira Baixa. “O que posso te dizer? Tô arrependido de tudo e que a justiça faça o que for melhor. Isso foram só palavras. Claro que eu não ia fazer isso”, falou.
Bassani, que é natural de Umuarama, no Paraná, disse que tinha bebido e brigado com o pai instantes antes de tomar o menino como refém. A reportagem da Rádio Cidade apurou que o menino é autista e vive com o pai há vários anos, desde que a mãe foi embora.
Por volta de 17h30min, Bassani foi visto por moradores da rua fazendo manobras com um carro, conforme contaram vizinhos da residência. Acionada, a Polícia Militar foi ao local, momento em que ele tomou o menino como refém, usando uma faca apontada para a cabeça da criança Em seguida, ele levou o garoto para um quarto, onde o manteve até que o local foi invadido pelo Bope, sob apoio de policiais militares e civis de Brusque.
Uma ação delicada, conforme destacou o major Otávio Ferreira, comandante interino do 18º Batalhão da Polícia Militar de Brusque. “Sempre que envolve vidas, ainda mais de uma criança de seis anos, a atenção tem que ser redobrada para que possamos preservar ao máximo a vida do ser humano”.
A ação envolveu dezenas de policiais militares de Brusque, agentes da Civil e do Corpo de Bombeiros, além dos agentes do Bope, de Florianópolis.
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Colaboraram Levi de Oliveira e Giovani Ricardo




