Em menos de dois meses, consórcios formados por empresas envolvidas na operação Lava-Jato, que investiga denúncias de corrupção em contratos da Petrobrás, demitiram mais de 12 mil trabalhadores em todo o Brasil, segundo balanços das centrais sindicais. Para as próximas semanas, são esperadas novas rescisões, especialmente por causa da deterioração financeira de muitas empresas que caminham para a recuperação judicial ou já entraram nesse processo.
Os piores casos são verificados em Recife e no Rio de Janeiro, mas, também, há demissões no Rio Grande do Sul e na Bahia. Os efeitos políticos da Operação Lava Jato deverão ser graves, mas as consequências econômicas poderão ser ainda piores, apontam especialistas das centrais. Até março deste ano, o governo federal trabalha com a estimativa de que mais de 50 mil trabalhadores possam perder o emprego devido às dificuldades econômicas que essas empresas vão enfrentar por causa da operação Lava-Jato.



