Nesta quinta-feira (21) é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down, que tem o objetivo de chamar atenção para a importância dos direitos igualitários, do bem-estar e da inclusão social. Aa Síndrome de Down é uma alteração do material genético, quando as células do embrião são formadas com 47 cromossomos, ao invés de 46. Em Brusque, a Apae é uma das entidades que nasceu e vem cumprindo seu propósito de acolher e orientar famílias, ajudar no diagnóstico e proporcionar o desenvolvimento de pessoas com síndrome de down.
A menina Eloisa Westarb Bernardo (9) é uma das crianças, beneficiadas com o trabalho realizado pela APAE, há mais de 60 anos. Dos quatro meses aos seis anos de idade, a mãe Rosana Westarb Bernardo frequentou a entidade junto com a filha.
“A Eloisa é a caçula de quatro irmãos. Quando ela nasceu, e o médico nos disse que ela era uma criança especial, foi um susto, mas aos poucos fomos vencendo os desafios. O apoio da APAE foi fundamental e o trabalho de estimulação realizado fez toda a diferença. Eu tinha muito medo e me questionava se a Eloisa iria andar, iria falar, e fazer tantas outras coisas. E hoje vejo o resultado. Foram anos de luta, muito cansativos, mas eu não desisti e tenho muito orgulho da minha filha. Ela é uma menina inteligente, alegre, carinhosa, tem muitos amigos e gosta de estudar”, descreve a mãe.
Após ter concluído o trabalho de estimulação na Apae, Eloisa continua fazendo outras atividades, como fonoaudiologia e natação, que ajudam no seu desenvolvimento. Atualmente, ela frequenta o quarto ano, na Escola Anna Otília Schlindwein, no bairro Guabiruba Sul, onde a família reside. De acordo com Rosana, a menina leva uma vida normal.
“A questão da inclusão já foi mais difícil. Hoje não tem mais tanto preconceito, pelo menos com a Eloisa. Ela está alfabetizada e adora ir para a escola. A única coisa que precisa avançar, é o fato de a educação regular não garantir o acompanhamento dela por uma professora especialista. O que se oferece hoje é um cuidador, porém, o nome já diz, um cuidador dentro da sala de aula, só ajuda a cuidar, mas não está preparado para auxiliar nas atividades didáticas, e, principalmente, possibilitar que a criança aprenda dentro das suas necessidades, utilizando métodos específicos para tal. Não adianta só a família buscar recursos e arregaçar as mangas, se não temos esse tipo de suporte. Eu gostaria muito que a Eloisa tivesse um professor para ela. Eu sonho em vê-la cursando e se formando numa faculdade”, salienta a mãe.
A coordenadora da Clínica Uni Duni Tê, Valdete Battisti Archer, destaca que o objetivo da Apae, através dos serviços prestados pela Clínica Uni Duni Tê, é garantir que as pessoas com Síndrome de Down, possam estar incluídas na sociedade, sem distinções. “Nosso trabalho visa explorar todo o potencial de cada criança. A estimulação permite minimizar ou até mesmo, extinguir atrasos, representando maior autonomia no dia a dia. Tem muitas crianças que passaram por aqui, que estão cursando o ensino regular, juntamente com colegas da mesma idade, e conseguem ter um bom desempenho.




