Cresce a cada dia o nível de alerta dos pais de crianças que usam o aparelho celular. O caso, que para muitos ainda é tratado como boato, tem se concretizado com famílias bem próximas a nós e causo pânico. Trata-se da boneca “Momo”, uma figura de olhos esbugalhados e um sorriso macabro, a figura sinistra de uma obra de arte japonesa que circula na web desde 2018 e coloca em alerta autoridades, pais e educadores mundo afora.
Quem pensa que esta ameaça está distante, se engana. Em Guabiruba, cidade vizinha a Brusque, há pelo menos três casos confirmados nos últimos dez dias. Em entrevista a Rádio Cidade, na manhã desta quarta-feira (20), a mãe de uma menina de apenas cinco anos de idade contou o que sua filha está vivendo, há cerca de uma semana, após ter acesso a um canal de vídeos educativos e repentinamente surgir a figura da “Momo”, causando um estrago no psicológico da criança.
A mãe, que pediu para não ser identificada, relatou que desde a semana passada percebeu um comportamento estranha em sua filha. A menina, que sempre brincava descontraída pela casa enquanto a mãe trabalhava, passou a se comportar de forma assustada, se esquivando do aparelho de celular e criando dificuldades até para dormir. Os pais tentaram conversar, mas ela não dizia o que tinha ocorrido.
No entanto, na noite desta terça-feira (19), a menina pegou novamente o celular para assistir vídeos educativos e em determinado momento jogou o aparelho longe e saiu gritando. A mãe pegou o aparelho e viu a imagem da boneca com instruções para que ele pegasse uma faca e enfiasse em sua própria barriga. A mãe ficou desesperada e acredita que a mesma mensagem foi vista na semana passada, quando percebeu alterações no comportamento da filha.
No grupo de pais de alunos da creche uma mulher confirmou que sua filha também teve acesso às mensagens ameaçadoras. No grupo de amigos de uma rede social há outros pais relatando problemas semelhantes e com comportamento dos filhos bem parecidos. “Não é boato, é fato”, disse a mãe guabirubense que ficou muito preocupada e decidiu falar na Rádio Cidade para alertar outros pais sobre o risco real proporcionado pela “Momo”.



