A extinção de dois cargos comissionados e a criação de outros dois deu o que falar na sessão desta terça-feira (19) da Câmara Municipal de Brusque. Oposição de base governistas voltaram a travar embate sobre a necessidade das contratações, apesar de, na prática, haver apenas a mudança de nomenclaturas das funções.
Foram extintos os cargos de assessor de imprensa e de chefe de manutenção. No lugar destes, serão criados os de assessor da presidência e assessor legislativo de apoio tecnológico.
Marcos Deichmann (Patri), Paulinho Sestrem e Ana Boos (PP) se manifestaram contra a proposta, alegando que, atualmente, a sociedade cobra que o poder público contenha gastos. Deichmann e Sestrem afirmaram que os cargos criados terão os salários dobrados em relação aos que estão extintos.
O vereador Sebastião Lima (PSDB), disse que a proposta precisava ser melhor discutida e pediu vista da discussão. Porém, o pedido foi rejeitado e o projeto se manteve na ordem do dia.
O vereador Alessandro Simas (PSD), líder do governo na Câmara, frisou que a presidência da casa é uma atividade que demanda apoio e, por isso, se justifica a criação do cargo de assessor da presidência. Posição seguida por Ivan Martins (PSD) e Jean Pirola (PP).
José Zancanaro (PSB), presidente do Legislativo, argumentou que os dois cargos extintos não atendiam mais a necessidade da casa. Principalmente o da assessoria de imprensa, já que há duas servidoras que desempenham tal função e são do quadro efetivo. Defendeu a criação dos outros dois, principalmente o de assessor legislativo de apoio tecnológico, que terá atribuição de atuar no setor responsável pelo conteúdo das transmissões das sessões.



