(ÁUDIO) Morador de Brusque aciona Samu e recebe resposta revoltante

O domingo (20) foi de indignação para a família Alflen moradores do bairro Azambuja, em Brusque. Em momentos de dor, e doença, todos os sentimentos afloram, e o desejo é sempre por ajuda. E foi isso que eles precisaram, ajuda. O filho, Márcio Alflen, relatou a Rádio Cidade que sua mãe tem câncer no estomago há alguns anos e no domingo passou mal e ele entrou em contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a resposta recebida pelo médico que atendeu a ligação foi revoltante.
Márcio relata que ligou para 192 e foi transferido para o médico, ele então explicou que sua mãe está bastante debilitada, e não consegue mais ficar sentada, apenas deitada. “O médico disse para eu me virar, já que carregávamos ela dentro de casa no colo para ir no banheiro, poderíamos carregar ela até o carro e levar ao hospital. Também disse que o Samu não servia para fazer medicação em casa. E finalizou dizendo para eu amarrar ela dentro ou em cima do carro e levar, e desligou na minha cara”, afirmou.
Mesmo não achando correto, Márcio contou a reportagem que ligou para os bombeiros e aí sim foi atendido. “Eles trataram muito bem minha mãe, medicaram e levaram ela no Hospital com todo o cuidado. Eu sei que não se deve chamar os Bombeiros para essas coisas, mas eu não tinha alternativa, não tem como levar ela no carro, não é seguro. Felizmente eles vieram e levaram ela”, contou ele.
Em contato com o coordenador do Samu em Brusque, Álvaro de Carvalho, ele explicou que central fica em Blumenau. “A regulação da nossa cidade fica sediada em Blumenau, a nossa viatura não pode sair da base sem a ordem da regulação, ou seja, após avaliação médica. Nós não recebemos ligações, em Brusque, apenas o comando interno que vem da central e aí deslocamos para atendimento”, afirmou.
Álvaro também salientou que o Samu possui protocolos internos para avaliação do risco, priorizando os atendimentos de urgência e emergência. E orientou que se o ouvinte quiser pode se direcionar a ouvidoria da Secretaria Estadual de Saúde que essa deve entrar em contato com a regulação de Blumenau para esclarecimentos sobre o ocorrido.



