Oposição intensifica criticas ao governo
O teor das criticas feitas pela oposição ao governo municipal, na Câmara de Brusque, tem se intensificado a cada reunião. Na dessa terça-feira (9) não foi diferente. Entre os problemas utilizados pelos vereadores do PDT e Democratas para mirar no Executivo estavam saúde, calçadas da Beira Rio e escolas, que passam por reformas ou precisam ser reconstruídas.
Eduardo Hoffmann (PDT) abriu o tiroteio contra o governo. O pedetista tinha em mãos um panfleto que contrapunha a publicidade que afirma que a "saúde de Brusque saiu da UTI". Hoffmann disse ter passado em alguns postos de Saúde e constado várias problemas, como falta de médicos atendendo 8 horas por dia e demora no agendamento de consultas.
"Quando saiu esse panfleto, houve a minha indignação. Estão querendo colocar algo que não existe, como é de praxe. Esse dinheiro que foi gasto com este papel poderia ter dado vários remédios à população. Mas, preferem fazer marketing", disse ele. Celso Emydio da Silva (DEM), Jonas Paegle (DEM), Dejair Machado (DEM) e Alessandro Simas (PR) deram fôlego às críticas.
Roberto Prudêncio Neto (PDT) trocou farpas com a líder do governo, Marli Leandro (PT), ao abordar problemas nas calçadas da Beira Rio. Com o auxilio de um retorprojetor de imagens, ele apresentou pontos da vida em que a calçada está destruída e a vegetação toma conta do local. "Desde 2008, quando teve a enxurrada, ela foi totalmente danificada. Muito pouco foi feito e o que foi feito foi por parte do Estado", atacou.
Marli Leandro retrucou, dizendo que o pedetista não tem assunto para levar à tribuna e por isso ficava à caça de buracos. "O que seria se não fossem os buracos? Qual a pauta que o senhor teria se não fossem os buraquinhos aí pela rua? Que pauta, se o senhor vem só apresentar problemas? Enquanto tem buraco, o senhor tem pauta nessa casa", disparou a petista, ouvindo como retorno do adversário que aquele discurso (dela) não acrescentara nada. Ademir Braz de Souza (PMDB) também defendeu o governo e Alessandro Simas novamente seguiu com criticas à oposição.
Por fim, foi a vez de Dejair Machado (DEM) utilizar o espaço de 15 minutos para acertar o governo. A situação das escolas que passam por reformas e a paralisação realizada por moradores da rua Gustavo Halfpap, na semana passada, deram tom às críticas. O caso da escola Ângelo Dognini, no lotramento Planalto, mostrado em fotos, tomou a maior parte do discurso. "Tinha que ser demolida? Tinha. Não se poderia deixar ninguém correr risco. Mas está do mesmo jeito, absolutamente parada", disse.
O peemedebista Ademir Braz de Souza encerrou o embate ao relembrar cada um dos discursos feitos pelos oposicionistas. "Uma época aí, a saúde tava na UTI e na delegacia. Uma funcionária do posto de Águas Claras foi dar queixa na delegacia de que era obrigada a atender àquelas pessoas que a esposa do candidato dizia que tinha que atender", falou ele, em referencia ao que dissera Eduardo Hoffmann (PDT) sobre os problemas da saúde e relembrando fato ocorrido em 2008, às vésperas da eleição municipal.



