Presidência da Câmara vai ser decidida no consenso?
Os vereadores de Brusque estão de olho na presidência da Câmara Municipal. As articulações para a eleição da mesa diretora começaram de maneira tímida. Em principio, a data para eleger o novo presidente, vice, primeiro e segundo secretários, será dia 14 de dezembro, última seção ordinária de 2010. Os vereadores de oposição são a maioria; sete, contra três nomes que formam a base do governo Municipal.
Em tese, existe um "acordo" fechado em dois momentos, entre DEM e PDT. Uma divisão na presidência de maneira alternada nos quatro anos de legislatura - quebrado nesse ano com a permanência de Vilmar Bunn (PDT) - e, uma espécie de novo acordo, confirmado pelo líder dos Democratas, vereador Dejair Machado, para que os próximos dois anos fossem do DEM.
O presidente Vilmar Bunn - confirmou não ter sido procurado para falar a respeito da sucessão - afirma que o compromisso é com o vereador Celso Emídio da Silva (DEM). "Como o doutor Celso foi o fiel da balança para minha eleição, meu compromisso é com ele", disse. Não sendo Celso, Bunn defende um nome de consenso para não ter "surpresas". Em disputa também estão as comissões técnicas permanentes, compostas por três membros, que vão elaborar estudos e emitir pareceres para projetos de origem do Legislativo ou do Executivo.
Os nomes dos vereadores Celso Emidio da Silva e Jonas Oscar Paegle, ambos do DEM, circulam nos bastidores e foram confirmados pelo líder do partido na Câmara, inclusive com a possibilidade de alternância; um ano para cada um. No entanto, Dejair admite que "se houver um entendimento, pode ser até outro vereador".
Parlamentares que ambicionam disputar o cargo não faltam. Mas, estratégias, ajustes e compromissos políticos e a união de grupos poderão determinar quem irá suceder o atual presidente.
O vereador Celso Emidio confirmou que é candidato e que existe o acordo entre ele e Bunn, e "espera que seja cumprido". Afirmou, porém, que acima dele está o partido e que, por essa razão ouvirá a direção dos Democratas. Um terceiro nome tem circulado nos "corredores" do Poder Legislativo: Eduardo "Duda" Hoffmann (PDT), fugindo em princípio daquilo que foi acordado.
A base governista parece não sugerir e nem citar nenhum apoio. Mas, o certo é que será complicado tirar a vitória da oposição. Os vereadores que compõem a oposição, além de serem maioria, estão unidos.


