Dois casos ocorridos na última semana levantaram o alerta e causaram reação da administração do hospital de Azambuja quanto ao transporte de pacientes da unidade para outras cidades da região. O custo desse deslocamento seria de responsabilidade da Prefeitura, mas estaria sendo arcado pelo próprio hospital.
O mais recente deles teria ocorrido ainda nesta terça-feira (5), quando uma criança precisou ser levada para outra cidade e não havia ambulância para isso. Na noite de ontem, quarta-feira, uma gestante precisou de atendimento e pediu auxílio à Secretaria da Saúde e um funcionário teria dito que o veículo somente estaria disponível até às 17h.
O administrador do hospital de Azambuja, Evandro Roza, disse à Rádio Cidade que o hospital arcou com o valor, acima de R$ 4 mil. Uma ambulância particular foi contratada de última hora para que a criança pudesse ser salva. Algo que tem sido bastante corriqueiro.
Trata-se de casos em que necessita de vaga em outra unidade, a equipe médica do Azambuja consegue este espaço, mas falta ambulância para deslocar o paciente. Em 2017 e 2018, foram quase R$ 80 mil custeados pelo hospital com locação de ambulância para esse serviço, alegou Roza.
“Isso é uma questão de saúde pública. A responsabilidade de transporte é do município e do estado, não cabe ao hospital arcar com esse custo e nem temos ambulância para esse serviço”, afirmou o administrador.
Segundo Roza, há uma média de seis remoções ao mês de recém-nascidos no hospital para outras cidades. “Isso precisa ter um suporte e efetivo. Por exemplo, o município contratar serviço de terceiro, para quando tiver os casos isso seja rápido e efetivo”, pontua ele.
No último sábado (2), houve caso de uma remoção que precisava ser feita e conseguiu-se vaga em Ibirama. Como não havia o sérvio de ambulância do município, o hospital teria solicitado ambulância do Samu, mas a mesma estava quebrada. Mais uma vez, o hospital teve de arcar com o custo do transporte.
“Para nós do hospital está ficando difícil isso. Tem que ter uma organização, fluxo rápido porque, senão, fica muito difícil”, destaca ele.
Os casos mais urgentes e que necessitam do serviço de transporte para outras cidades ocorrem, em maioria, com gestantes e recém-nascidos. Estes precisam de UTI neonatal para sobreviver e, por conta disso, carecem de ser levadas para outras cidades com o menor tempo possível.
“Os hospitais não podem mais ter essa oneração de serviços. Não conheço hospital filantrópico que possui serviço de transporte terrestre. O que deve é o município ter contrato”, finaliza Roza.
A Rádio Cidade fez contato com o secretário de Saúde, Humberto Fornari. Através da Secretaria de Comunicação da Prefeitura, ele disse que precisava se inteirar dos casos citados pelo administrador do hospital para poder se manifestar.



