Rio também precisa da qualidade de vida
Uma das características das ocupações urbanas e rurais e ó estabelecimento de comunidades às margens de rios, riachos e ribeirões. A proximidade com a água doce favorece a rotina das cidades, seja para o abastecimento dos lares, comércios e indústrias, seja para as lavouras ou para ao fácil deslocamento em alguns casos. No entanto, o que temos devolvido à esse mesmo rio que hoje nos alimenta é degradante. Restos urbanos como dejetos humanos e industriais estão matando o rio Itajaí-Mirim.
Assim como a poluição causada pelo derramamento criminoso e mortal de resíduos industriais e os desmatamentos causados por empreendimentos que ignoram a importância das matas ciliares, dos animais nativos que vivem às suas margens ou mesmo da fauna que só sobreviverá se o rio estiver saudável.
Se as capivaras desaparecerem, por exemplo, o rio estará dando um claro sinal de que também ele está morrendo. Se pescar uma carpa-capim de 17 quilos é um bom sinal, seria melhor ainda se outras espécies voltassem ao leito do rio para aqui viverem e se reproduzirem com segurança e qualidade de vida.
É, os habitantes do rio também precisam de qualidade de vida.


