"Como se eu fosse bandido: dez policiais aqui", diz Hang

O empresário brusquense Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, transmitiu ao vivo em suas mídias sociais o momento em que foi autuado na cidade de Pelotas pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul por ter participado de um manifesto. O protesto era contra a decisão da Prefeitura de fechar o comércio local por cinco dias, em virtude de a cidade considerado no mapa gravíssimo de contaminação da Covid-19. Hang foi um dos vários empresários que participaram da ação, realizada, justamente, em frente à Prefeitura.
Fábio Roberto de Souza, do setor jurídico da rede, afirma que em torno de dez empresários da cidade participaram do ato e utilizaram a palavra. No entanto, apenas o brusquense recebeu a autuação.
"Somente para o Luciano, utilizando-se de meios ilegais e sem jurisdição para tanto, a tal "polícia" foi autuá-lo. Ridículo o que fizeram! Até mais do que a bobagem de fechar uma cidade, que recebeu mais de 46 milhões de reais para combater o Covid-19, nada fez e agora se vinga do comerciante local", se manifestou ele em publicação da notícia feita pela Rádio Cidade.
O protesto realizado neste sábado foi convocado pelo Sindicato dos Lojistas de Pelotas (Sindilojas). Cerca de 100 pessoas participaram do protesto.
No aeroporto, durante abordagem policial, Hang assinou as autuações e reforçou sua indignação pelo ato.
"Deve estar faltando policial neste momento na cidade", disse ele ao contar quantos agentes da Brigada Militar estavam no saguão durante a operação.



