“Nós temos que imunizar o quanto antes a comunidade”, afirma presidente da Fecam

O presidente da Federação Catarinense de Municípios (FECAM), Paulo Roberto Weiss participou na manhã desta quarta-feira (09) da programação do Rádio Revista Cidade e falou sobre as ações da entidade em relação a imunização do Coronavírus. Na quinta-feira (10), às 14 horas, em São Paulo será formalizada a parceria do interesse dos municípios catarinenses em adquirir a vacina Coronavac, do laboratório Sinovac, após a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
“Há quase um mês vem tratando da importância da imunização com o Instituto Butantan. Essa questão ideológica tem que passar longe dos governadores e prefeitos. Nós temos que imunizar o quanto antes a nossa comunidade”, afirma Paulinho.
Paulinho explica quais serão os próximos passos após a assinatura do protocolo de intenção. “Primeiro teremos a assinatura desse protocolo de manifestação de interesse, depois aprovada a vacina, nós procuremos o governo do Estado. Deve ser feito a vacinação primeiro para o grupo de risco e depois os profissionais de saúde que estão na linha de frente. Quero deixar claro que não foi investido um real de recurso públicos na assinatura”, salientou.
Conforme Paulinho, o movimento da Fecan já gerou frutos, um deles enaltecido pelo presidente é a atenção das demais lideranças para a situação. Ele salienta também que alguns deputados não concordam que a iniciativa parta da Federação. “Tem deputados que são contrários ao movimento da Fecam, dizendo que isso deveria ficar apenas a nível nacional e do governo do Estado, eu entendo, mas também penso que não podemos ficar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem. Até porque a população faz uma cobrança ao seu prefeito, estamos mais próximos da comunidade”.
Sobre a obrigatoriedade, Paulinho é claro. “Temos doenças que foram erradicadas com a vacina, isso é ciência. Temos que pensar também no próximo. Tem que não se cuide, não acredite na Covid, mas isso vai muito além do direito da pessoa. Então quanto a obrigatoriedade eu imagino que seja nessa linha de pensamento, eu quero proteger as pessoas, e me proteger. Os movimentos anti-vacina só retardam a nossa evolução”, finalizou.



