Prudêncio comenta processo na Justiça
Após a repercussão da decisão da corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que na terça-feira (19) confirmou a abertura de um procedimento de controle administrativo para apurar supostas irregularidades que teriam sido praticadas por Carlos Prudêncio, o desembargador divulgou uma nota sobre o assunto.
O magistrado é acusado de envolvimento com prostituição de menor e de tráfico de influência em benefício do escritório de advocacia do ex-desembargador Nestor da Silveira.
Diz a nota:
"O Conselho Nacional de Justiça - CNJ, em sessão colegiada nesta terça-feira, dia 19 do corrente mês - julgou três reclamações disciplinares distintas impetradas contra este magistrado. É de se esclarecer que qualquer cidadão pode representar contra qualquer magistrado junto àquele órgão superior, caso sinta-se prejudicado em decisões ou atos ou ainda sobre a conduta destes. Isso é um avanço que foi conquistado e que deve-se louvar, assim como devemos louvar a liberdade de imprensa em dar ciência a sociedade sobre aquilo que entender por bem ser noticiado. Nesse diapasão, se hoje sou personagem de matérias que me desfavorecem, não me restam dúvidas que quando do deslinde final das questões suscitadas serei igualmente e com o mesmo destaque objeto de matérias que igualmente levam a sociedade a conclusão dos fatos. E isso também me conforta por conhecer os órgãos de comunicação de nosso estado.
Das três reclamações disciplinares, agrupadas em uma sindicância, apreciadas na sessão acima aludida, uma foi sumariamente arquivada e duas foram transformadas em Procedimento de Controle Administrativo, onde serão aprofundadas as investigações, bem com arroladas testemunhas e produção de provas. Meu sentimento pode ser traduzido em duas palavras: tranquilidade e repulsa!
Tranquilidade que me acompanha desde a instauração das ditas reclamações disciplinares e que se mantém inerte, firme e forte, eis que, como édito em conhecido ditado popular "quem nada deve, nada teme". Repulsa que também acompanha minha tranqüilidade e consciência, eis que tratam-se de acusações absolutamente despropositadas, descabidas e com a veemência que seja necessária eu as refuto totalmente. Registro que caso houvesse indícios concretos das acusações que me são imputadas, é praxe e aceitável até, que o CNJ afaste o magistrado até julgamento final; anote-se que este magistrado não foi afastado de suas funções exatamente por inexistir indícios sérios que levassem ao Conselho Nacional de Justiça a expedir tal determinação.
Confio plenamente na seriedade, lisura, imparcialidade, e numa investigação criteriosa. Aguardo serenamente o prosseguimento do feito com absoluta confiança no resultado final, que não poderá ser outro senão aquele que jamais se distanciará da verdade e da justiça."


