Covid-19: “A população tem que ser, obrigatoriamente, vacinada”

Apesar de ainda não ter iniciada a vacinação em massa contra a Covid-19, a cidade de Brusque já se precaveu, comprando agulhas e seringas para aplicar as doses quando isso ocorrer. A medida foi tomada diante do prenúncio de que haverá falta dos itens no mercado, diante da incapacidade da indústria deste setor de fabricar os produtos em tempo hábil.
Palavras do secretário de Saúde de Brusque, Humberto Fornari. Ele acredita que, após todos os testes, contando a partir deste momento, as doses da vacina somente estarão disponíveis em Brusque ao final de 2021.
“Temos garantido pelo menos isso. Porque vai faltar agulha e seringa no mento em que tiver vacina. São oito bilhões de pessoas e não temos esse número de seringas e agulhas”, disse ele em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade desta segunda-feira (7).
Há conversas com o governo do estado para que quando as doses estiverem disponibilizadas gratuitamente à população, que haja a garantia de disponibilização à cidade. Isso diante da falta de garantia do Ministério da Saúde, do governo federal, de que todas as cidades receberão o medicamento.
“A disponibilidade da vacina não vai ocorrer para 100% da população. Hoje temos idosos, a saúde e segurança pública em geral. Acreditamos, ainda não houve nenhuma normativa do governo federal, que essas três serão as primeiras a ser beneficiadas”, destacou ele. Os idosos por serem a população que mais tem morrido com a doença, os profissionais das saúde por serem os mais infectados e os órgãos da segurança pública por serem responsáveis por manterem a ordem.
O secretário de Saúde se diz favorável à vacina obrigatória contra a Covid-19. Na visão dele, a medida se faz necessária apara poder ter um controle mais efetivo sobre o avanço da doença.
“Quando vier a vacina, a população tem que, obrigatoriamente, ser vacinada. Isso por uma questão sanitária. A vacina tem dois efeitos: proteger quem está recebendo e quando ela é em massa protege também os contatos. É o que chamamos de vacinação de rebanho”, pontua ele.



