O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Romildo Titon (PMDB), recebeu nesta semana a visita de representantes do Ministério Público do Trabalho que pediram a aprovação do projeto de lei que proíbe uso de produtos, materiais ou artefatos que contenham amianto. De acordo com Luciano Leivas, procurador do trabalho, o principal motivo para solicitação pela aprovação do projeto é a saúde do trabalhador, pois comprovadamente o amianto utilizado em Santa Catarina é uma substância cancerígena.
O uso do amianto em telhas e caixas d’água é um assunto bastante polêmico. Existe uma grande divergência de opiniões, pois é um assunto que envolve conflitos de interesses políticos, econômicos, do meio ambiente e da saúde. No país, dois estados, Rio Grande do Sul e São Paulo, proíbem o uso de materiais que contenham qualquer tipo de amianto.
Vários estudos mostram que o amianto é uma fibra comprovadamente cancerígena. A ingestão da poeira de suas fibras causa a inflamação das células dos alvéolos, evoluindo para uma série de doenças incuráveis e progressivas. Uma das doenças que a respiração das minúsculas fibras de amianto pode levar é a asbestose, também conhecida como pulmão de pedra, porque causa o endurecimento do pulmão. Além disso, há cânceres no trato gastrointestinal e o desenvolvimento do mesotelioma, um tumor raro, agressivo e maligno que acomete os tecidos que revestem o tórax e o abdômen. Um fator agravante é que os sintomas dessas doenças podem levar até 20 anos para aparecerem.




