O suspeito do homicídio de Terezinha Gomes (65), morta no último dia 10, foi preso na tarde desta quarta-feira (26). Juarez da Silveira foi localizado na cidade de Nova Palma, no Rio Grande do Sul, a 308 quilômetros da capital Porto Alegre. O crime ocorreu na casa da vítima, localizada na Rua Francisco Severino, Bairro Nova Brasília, em Brusque.
O delegado responsável pelo caso e pela Divisão de Investigações Criminais (DIC), Alex Bonfim Reis, reuniu a imprensa hoje para relatar como ocorreu a prisão de Silveira:
- “Assim que ocorreu o crime, a equipe da DIC se deslocou até o local do homicídio e de lá, naquele momento, a gente já começou a apurar indícios de materialidade e de autoria. [...] A gente conseguiu averiguar que o principal suspeito, já indiciado, o Juarez da Silveira, companheiro dela, teria fugido levando o veículo usado pela vítima”, afirmou ele dizendo que foram procedidas as investigações de praxe, como busca de imagens, ouvir testemunhas, identificação do envolvido e, ao longo do período, também foi conhecido pelos policiais que Juarez teria familiares no Rio Grande do Sul, o que levava a crer que ele teria se refugiado para o estado vizinho.
- “A gente tentou identificar quais as cidades que ele tinha familiar, e expedimos mandados de prisão contra ele. Assim que saiu um mandado, a gente encaminhou todos os dados que a gente tinha como o veículo que ele levou, foto dele e mandando de prisão. E, por sorte, ele acabou sendo localizado por uma das cidades próximas”.
Agora, ele vai ser encaminhado para um presídio próximo da localidade em que ele foi preso. O carro foi recuperado e será restituído para a família da vítima.
O CASO
Terezinha Gomes foi encontrada morta por um dos três filhos, dentro do próprio quarto, o qual estava trancado. Segundo o delegado, a morte foi brutal e, depois das investigações, também foi descoberto que ela não foi assassinada por golpes de faca, o que foi divulgado logo depois do crime, mas por golpes de um instrumento contundente, o que pode ser uma marreta ou um porrete.
- “A gente sabe que não pode trazer a vítima de volta, mas pelo menos trazer um pouco de paz à família, uma vez que ele vai ser levado à Justiça”.
A motivação ainda não é confirmada e, de acordo com informações repassadas pela delegacia de Nova Palma, Juarez preferiu não se manifestar sobre o caso.



