Muitas regiões da cidade de Brusque carecem de mais travessias elevadas. Pelo menos essa é a visão dos vereadores de oposição ao governo na Câmara Municipal. Inclusive na frente da própria sede do Legislativo, na Rua Eduardo Vonn Buettner, no Centro.
Este foi um dos assuntos de debate na sessão desta terça-feira (25) da Câmara de Vereadores de Brusque. Tema que, de acordo com Jean Pirola (PP), é recorrente nas reclamações de muitos cidadãos. “Mais de 60 pedidos de travessias foram feitos à secretaria de Trânsito este ano pelo Legislativo à Setran”, pontuou o pepista.
O presidente da Câmara, Guilherme Marchewsky (PMDB), foi mais longe e culpou a Prefeitura por um acidente que causou a morte de uma mulher na região de Dom Joaquim esta semana. A vítima estava na carona de uma moto quando se acidentou e, posteriormente, morreu no hospital. Para ele, se a Prefeitura tivesse instalado uma travessia elevada naquela região, conforme pleito da comunidade, isso poderia ter sido evitado.
Valmir Ludvig (PT) rebateu a colocação, aproveitando para lembrar o oposicionista da votação da proposta para instalação de radar na cidade. Projeto em que Marchewsky e outros vereadores foram contrários. “Eu também poderia dizer que as mortes que estão acontecendo por aí são por causa dos radares (rejeitados). Ou criamos juízo no trânsito ou vai morrer muito mais gente”, disse ele, afirmando que dados estatísticos mostram que a Setran conseguiu diminuir na metade as mortes de transito em Brusque nos últimos anos.
Marchewsky, que votara em favor do projeto que estipula que somente lombadas eletrônicas podem ser instaladas em Brusque e não radares móveis, disse que o governo é favorável a estes equipamentos e não as travessias e lombadas físicas por eles facilitarem o surgimento do que chama de máquina “da propina”.
“O que está acontecendo no país inteiro é que os radares têm propina. As empresas de radares querem pressionar para que a Câmara avalie essa proposta para depois cobrar propina. Sou contra radar, sim. Sou favor de lombada física, travessia. Agora radar, não. Radar é propina”, atacou o pemedebista. Ludvig devolveu, afirmando que quem é contra radares é favorável a crimes do trânsito.
Felipe Beloto Santos (PT) disse que não se pode tratar um assunto como a instalação de travessias elevadas sem uma avaliação técnica dos locais que realmente necessitam das mesmas. Em 2012, segundo ele, foi instalada a primeira travessia elevada, perto do Hospital de Azambuja. Ele trabalhava na Ouvidoria da Prefeitura na época e, após a instalação, houve inúmeros pedidos de outras.
“Aqui na Câmara só neste período foram mais de 60 pedidos. Fora os que são pedidos da Ouvidoria, da própria secretaria (Trânsito)”.



