As investigações do maior escândalo na história do Brasil e que, se comprovado, pode ter lesado em bilhões de reais a Petrobrás, continua na identificação de pessoas, políticos e empresas que, supostamente, podem estar envolvidas no escândalo. Entre os nomes de empresas investigadas pela Operação Lava Jato surgiu o do Grupo Camargo Corrêa, que possui várias empresas nos ramos de engenharia e construção, incorporação, naval, cimento, vestuário e calçados, concessões de transporte e energia e outros como de agropecuária com menos que 1% da receita.
Em Santa Catarina, a Camargo Corrêa também é responsável por diversas obras em que foi vencedora nos processos licitatórios. Entre estas está, atualmente, a ponte de Laguna, liderada pelo consórcio do grupo. Em Brusque, a empresa também teve participação, através da Camargo Corrêa Cimentos, na elaboração da tecnologia que foi desenvolvida na construção da ponte Irineu Bornhausen (Ponte Estaida), inaugurada em 20 de abril de 2004.
Na lista de nomes da operação Lava Jato, dos seis mandados de prisão preventiva, 19 de prisão temporária e nove de condução coercitiva de pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado bilhões de reais, aparece os nomes dos empresários Eduardo Hermelino Leite, João Ricardo Lauer e Dalton dos Santos Avancini, todos da Camargo Corrêa. Na tarde de ontem, quinta-feira (20), a justiça negou o pedido de habeas corpus aos executivos da empresa.




