“Da forma como foi feita parece que nós fomos atrás desse serviço"

Na última semana, o Hospital e Maternidade Dom Joaquim enviou à Secretaria Municipal de Saúde um documento, no qual comunica não ter interesse na proposta de instalação de um serviço de atendimento pós-Copvid-19 em suas dependências. A proposta havia sido feita pela pasta no mês de agosto e visava dar apoio e atendimento a pessoas que foram vítimas da doença.
De acordo com o administrador do hospital, Raul Civinsky, a negativa se deve aos valores aprovados pelo Conselho Municipal de Saúde (Comusa) e que ficam aquém do que seria o ideal para que o serviço fosse prestado. “Da forma como foi feita parece que nós fomos atrás desse serviço. Na verdade, a secretaria de Saúde, depois de várias reuniões, nos instigou a tentar fazer a abertura desse serviço”, pontua ele.
Segundo ele, a ideia era de oferecer serviço que contaria com equipe multidisciplinar, com médicos, psicólogos, fisioterapeutas, professores de educação física. O objetivo seria o de dar suporte aos atingidos pela doença.
Os valores que conseguimos alocar para instalar os serviços. Aqueles valores envolvem não os os que vamos ter com a equipe como também despesas extraordinárias”, pontua Civinsky.
Conforme apurou a Rádio Cidade, a proposta era de que para executar o serviço seriam necessários em torno de R$ 500 mil. O Conselho Municipal da Saúde entendeu que muitos dos serviços descritos na proposta não poderiam ter recursos destinados, como quanti apara custeio de gastos com água e energia, entre outros.
O administrador do hospital afirma que a decisão de não prestar o serviço é definitiva dentro da proposta de valores apresentada.



