A recuperação de Gabriel
Após 8 meses de espera, enfim a boa notícia: "Mãe, encontraram o doador". No dia 17 de março desse ano, Evanilda Klann Montibeller, mãe do menino Gabriel Motibeller (13), que luta há mais 6 anos contra a leucemia, recebeu uma ligação da equipe de saúde de Porto Alegre (RS).
"Com o apoio da gerência de Saúde da secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional (SDR) embarcamos (mãe e filho) no mesmo dia", explica Evanilda. De acordo com ela, receber essa notícia foi uma benção de Deus, uma vitória para toda a família e, quando soube que a ligação era de Porto Alegre, "as pernas até amoleceram".
Em 2004, quando Gabriel estava com 7 anos, começaram os sintomas. Foram feitos vários exames e, após repetí-los, veio o diagnóstico: leucemia. A primeira etapa dessa batalha durou dois anos e meio do tratamento. Em 2007, há apenas quatro meses do fim do primeiro tratamento, a doença voltou.
Começou uma nova etapa, mas um ano e meio de tratamento. No fim de 2008, na segunda tentativa pela cura, a doença voltou novamente. Em 2009, Gabriel começou o tratamento com quimioterapia para eliminar a doença. Porém, sem resultado. O médico decidiu optar pelo transplante.
No fim de 2009 a família Montibeller começou a busca por um doador, sem sucesso. Contudo, sem perder a fé, a família continuou na luta. No início de março embarcaram para Porto Alegre e, sem sucesso, retornaram para casa. Foi então que, no dia 17 do mesmo mês, Evanilda recebeu a ligação confirmando a compatibilidade superior a 90% com um doador.
Internado desde o dia 10, o transplante foi no dia 21 de abril. De acordo com Evanilda, o transplante foi um sucesso. "Após 45 dias do transplante, Gabriel já era 100% o doador. Antes, o tipo sanguíneo dele era O+. Agora ele é 100% A+".
A mãe conta que o menino nunca se negou a fazer os tratamentos necessários. E, agora, durante a recuperação, o menino continua se comportando "de maneira excelente". Segundo Evanilda, foi fundamental a força do Gabriel . "Se ele caísse em depressão, todo mundo afundaria também".
Agora, Gabriel necessita de cuidados especiais. Algumas brincadeiras são restritas, a alimentação é controlada e as visitas evitadas. "Ele não pode ter contato com pessoas doentes, não pode andar de bicicleta ou jogar futebol, os alimentos devem ser cozidos e fervidos. Tudo deve estar muito limpo e desinfetado", diz a mãe.
Mas, todo esse cuidado é tomado com satisfação por Evanilda, que luta há tanto tempo pela vida do filho. Com lágrimas nos olhos, ela deixa um recado para outras famílias que passam pelo mesmo problema. "A gente não pode perder a fé. Nunca pode desistir. Tem que ir em frente e temos que botar Deus em primeiro lugar, porque na hora que a gente consegue, é só alegria".



