O temporal que caiu durante a noite de segunda-feira (14) em Brusque deixou estragos nas bombas de captação que abastecem a estação central do Serviço Autônomo Municipal de águas e Esgoto (Samae). A lama e detritos despejados pela chuva provocaram o entupimento das mesmas, o que vai provocar desabastecimento em bairros próximos ao Centro ainda esta semana. A informação foi repassada esta manhã à Rádio Cidade pelo diretor-presidente do Samae, Dejair Machado.
Segundo ele, os procedimentos para recuperação delas é demorado e as equipes que realizam os serviços estão desde a noite de ontem buscando resolve o problema.
“Estamos no Samae desde as primeiras horas da manhã atendendo telefonemas e trabalhando nisso. O que aconteceu foi uma pane e para resolver isso demanda um certo tempo. Há uma reservação de dez milhões de litros e está quase zero”, destaca ele.
A área central e os bairros mais próximos serão as mais afetados. As mais distantes, como Ribeirão do Mafra e Limeira, têm sistemas isolados e estes têm água por conta da chuva. Bairros como Guarani, São Luiz, Santa Terezinha, Jardim Maluche e Centro vão sentir a falta de água em função desse problema na quarta ou quinta-feira desta semana.
De acordo com o diretor-presidente do Samae, o problema que causou o entupimento das bombas de telemetria foi verificado durante a noite, mas já na tarde de ontem o sistema começou a apontar a redução na quantidade de água na estação central. A equipe foi ao local e constatou o problema. Buscou-se várias alternativas para evitar de retirar as bombas, mas não foi possível.
“Estamos tentando com a maior rapidez solucionar. Sabemos que a falta de água geram transtornos, mas, infelizmente, não temos como agilizar. Não é culpa de ninguém”.
Machado acredita que até o final do dia de hoje, terça-feira, o problema esteja solucionado. Porém, os efeitos serão sentidos a partir de quarta ou quinta-feira.
“Aqueles que ainda tem, procurem economizar o máximo possível e os que não possuem pedimos paciência, pois diante de uma situação dessas não dá de fazer nada”, finaliza o diretor-presidente do Samae.



