Cuidado com o calor e animais peçonhentos

Com a chegada do verão e o calor, animais peçonhentos também resolvem sair e, por fim, aparecem em residências, estabelecimentos ou qualquer outro local onde suas presenças não são habituais. Segundo dados disponibilizados pelo Corpo de Bombeiros do município de Brusque, somente no ano de 2014 já foram registradas três aparições desses bichos até a última sexta-feira (7), principalmente cobras. Entretanto, na terça-feira (11), os socorristas foram acionados para a captura de uma cobra Coral falsa, não peçonhenta, no Bairro Guarani. (Conforme foto).
De acordo com o comandante do CBM da cidade, tenente Hugo Manfrin Dalossi, é necessário fazer algumas prevenções com a chegada do calor. “Sempre, quando estiver em área rural, utilizar calçados, na maioria dos casos vai proteger de alguma picada que a pessoa possa levar desses animais peçonhentos”, pontua ele. Além disso, sempre quando a pessoa for mexer em resto de vegetação ou material acumulado deve usar luvas para evitar contato com os peçonhentos. Nas residências é necessário tampar as frestas e buracos para, assim, evitar o aparecimento de algo indesejável, da mesma forma manter o entorno das residências limpo.
“O nosso município (Brusque) está encravado em mata fechada e favorece muito [o aparecimento], principalmente, de espécies de cobra jararaca e jararacuçu”. Ainda segundo Dalossi, é preciso evitar também realizar trilhas nos períodos de amanhecer e entardecer, horários que eles mais gostam de sair de suas ‘tocas’.
No ano passado, em Brusque, foram registradas três ocorrências de animais peçonhentos, apenas levando em consideração as em que a vítima chama o Corpo de Bombeiros. Sem contar as ocasiões em que pessoas acabam por matar os bichos.
Contaminação
Caso houver picada por animal peçonhento, Manfrin diz que pode ser lavado o local da mordida, com sabão e água. “Se possível, identificar as características da serpente. Isso vai favorecer depois no hospital a identificação do tipo de veneno que aquela serpente possui. Não se deve fazer torniquete de forma alguma e manter a vítima calma, quanto mais ela ficar agitada, mais vai favorecer a atuação do veneno”.
Se a picada for em algum membro do corpo, a vítima deve permanecer com o membro elevado e diminuir a circulação, ajudando a não espalhar a contaminação pelo corpo.
Animais peçonhentos
Os animais com peçonha são todos aqueles que conseguem injetar algum tipo de substância tóxica, sendo os mais comuns em Brusque e região as cobras, aranhas e escorpiões. Além desses, segundo o Ministério da Saúde, “os lepidópteros (mariposas e suas larvas), de himenópteros (abelhas, formigas e vespas), de coleópteros (besouros), de quilópodes (lacraias), de peixes, de cnidários (águas-vivas e caravelas), entre outros” também aparecem com certa frequência no país.
Conforme o comandante dos Bombeiros de Brusque, a pessoa que encontrar algum tipo dos que foram citados deve ficar à distância deles, jamais tentar capturar e acionar o 193 (Corpo de Bombeiros). “Esse animal, como se trata de um animal selvagem, não pode ser morto. A gente vai capturar ele e soltar na natureza, em um local isolado”.
Como a lei N° 5.197, de 3 de janeiro de 1967 é que rege a proteção dos animais silvestres, os que são considerados nocivos à saúde pública, não é permitido o extermínio desses animais. “Então, a gente captura esse animal e vai ser solto numa área distante de residência. Não vai causar perigo algum a nenhuma pessoa”, finaliza.
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