Quem passava pelos caminhos da Praça da Cidadania, Centro de Brusque, na tarde desta quarta-feira (12), estranhava a movimentação de pessoas andando com bengalas, cadeira de rodas, além de uma gama da imprensa brusquense. Os vereadores Felipe Belotto (PT) e Valmir Ludvig (PT) participaram de uma caminhada, juntamente com deficientes visuais, para conhecer as dificuldades reais ao andarem pelas ruas e calçadas de Brusque.
O trajeto foi pela praça, dentro do Shopping Gracher, voltando pela Travessa Guilherme Krieger ao ponto inicial. Com muitos obstáculos, entre falta de demarcação nas caçadas e elevações ou a falta delas, os vereadores sentiram na pele, ou melhor, nos braços e pernas, o que é ser um deficiente na cidade.
De acordo com Ludvig, o percurso foi feito em uma área razoável. “Fico imaginando uma cadeira de rodas nas calçadas que não existem” A gente só entende o outro, quando nos colocamos no lugar”.
Segundo o diretor da coordenadoria da pessoa com deficiência da Prefeitura, Sidnei Pavesi, a situação serviu como exemplo para todos da sociedade. “Eles vivenciaram na pele como é que é o dia a dia de uma pessoa com deficiência”. O esperado agora, conforme Pavesi, é que para quando for criada alguma lei, eles lembrem das dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência.
Nesta quinta-feira (13) haverá uma audiência pública na Câmara de Vereadores para tratar do tema de acessibilidade e mobilidade reduzida.



