Feito para o povo, mas tomado pelos criminosos. Essa é a impressão que passa atualmente o Complexo de Saúde, Esporte e Lazer Nelson Klabunde. Inaugurado no dia 14 de agosto de 2013, há pouco mais de um ano, os moradores do Paquetá não podiam imaginar que o local seria alvo dos mais perversos danos e depredações ao patrimônio público.
Pichações, aparelhos de ginástica retirados à força da Academia Para Todas as Idades (ATIs), banheiros e bancos destruídos, igualmente pichados, além de churrasqueiras danificadas. Apenas alguns dos exemplos de vandalismo praticado no espaço.
O fato veio à tona após denúncia de uma moradora, através do Whats App do estúdio da Rádio Cidade (9187-7556), durante o programa matinal Rádio Revista Cidade. Para conferir a situação, a unidade móvel da emissora compareceu no local e conversou com alguns dos moradores, que não quiseram gravar entrevista, mas contaram o que acontece.
Logo na chegada da reportagem, já era possível notar a placa de identificação do local pichada com uma espécie de letra A envolta num círculo. O que era parte de bancos, agora se transformou em rampas de bicicleta improvisadas.
Um tratorista da secretaria de Obras, que mora por perto, disse que a situação aos finais de semana é insustentável. Foi taxativo ao dizer que “só maconheiros estão usando as churrasqueiras (originalmente, seriam usadas pelos moradores que quisessem organizar confraternizações), a população não. Se fosse para deixar pra maconheiro, era melhor não ter feito”, ressalta indignado o homem. Outra moradora, que seguia até o postinho de saúde existente no local, se impressionou ao saber que mais um aparelho de ginástica havia sido arrancado.
Mas a situação mais triste era observada nos banheiros do complexo. Torneiras arrancadas, chão totalmente sujo, lâmpadas quebradas com os cacos caídos no chão, revista pornográfica na pia, preservativos dentro de um dos mictórios, cheiro de latrina no ar, sujeira desmedida, além das recorrentes pichações, remetendo a um grupo que seria formado por jovens menores.
Agora, esses atos de vandalismo se juntam aos que ocorreram nas unidades básicas de saúde do Bairro Volta Grande, Limeira Baixa e, também, em praças da cidade como a Marcelino Pereira, localizada na transversal da Rua Guilherme Strecker, no Bairro Santa Terezinha.
Durante a manhã, a Rádio Cidade tentou conversar com o diretor administrativo da secretaria de Saúde, Luiz Fernando Sanni (40). Porém, foi informado que ele estaria em reunião durante todo o período que antecedeu o fechamento desta matéria.




