A Polícia Civil de Santa Catarina lançou nesta terça-feira, 18, o programa “PC por Elas”, um conjunto de ações que promove acolhimento e acompanhamento de mulheres em situação de vulnerabilidade social e que sofreram violência doméstica. O programa será levado a todas as regiões do Estado por meio das DPCAMI (Delegacias de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso).
A delegada Patrícia Maria Zimmermann D´Ávila, coordenadora das DPCAMI no Estado, disse que o programa tem por objetivo propiciar um novo olhar sobre o enfrentamento da violência contra a mulher. “Nós buscamos, por meio da escuta humanizada, o atendimento digno em um local adequado. Precisamos fazer com que a mulher rompa o silêncio e crie coragem para denunciar a violência que ela sofre e fazer esse enfrentamento, com grupos de mulheres”, disse a delegada.
A coordenadora das DPCAMI também salientou que haverá a criação de grupos de conversa com homens agressores, visando espaço para reflexão e mudança comportamental. Além disso, ocorrerá o acompanhamento das vítimas e um trabalho de orientação em escolas, visando uma redução futura dos índices.
“O que pretendemos é trazer para a mulher um alerta de que ela pode ser vítima de violência antes mesmo da agressão acontecer”, disse o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Ghizoni. “Quando a mulher chega na delegacia lesionada ela já vem sofrendo violência psicológica ao longo dos anos da qual ela sequer sabia. Precisamos alertar e nos anteciparmos a isso”, completou.
Para Alceu de Oliveira Pinto Junior, secretário de Segurança Pública, o PC por Elas “é um trabalho exemplar para todo o país.” “Tivemos uma queda no número de feminicídios em 2018 e todos já estão com a autoria apurada. Esse trabalho de afinamento e prevenção passa a ser cada vez mais importante”, afirmou
Foram produzidos 39 mil folders e dois mil adesivos que serão distribuídos pela Polícia Civil em todo o Estado.
A iniciativa partiu da Coordenadoria das Delegacias de Proteção à Mulher com ações em Joinville, Itajaí, Concórdia e Timbó, inicialmente em rodas de conversas com mulheres, entre 15 e 59 anos, em situação de violência doméstica, atendidas na modalidade grupal uma vez por semana. “A partir daí identificamos a necessidade de envolver também aqueles que produzem a violência e os filhos das agredidas”, explica a delegada Patrícia Zimmermann.




