Versão de jornalista vira febre na internet

“Vai ficar por isso mesmo?”. Você pode estar até estranhando o início desta reportagem, mas ela representa o questionamento que a jornalista paulista Claudia Souza (49), além de várias outras pessoas, faz por conta da situação que passou no último domingo (26) de eleições presidenciáveis do segundo turno. O caso de Claudia, em especial, viralizou nas redes sociais e em toda a internet e virou mais uma das muitas febres criadas na grande rede.

De acordo com entrevista concedida para a Rádio Cidade, a jornalista relatou que vota há mais de 20 anos na mesma seção eleitoral numa escola paulista, sem nunca ter tido algum tipo de problema. No entanto, neste pleito, algo de errado aconteceu.

“Quando eu cheguei pra votar o mesário pegou o meu título de eleitor, digitou o número naquela maquininha antes da urna. Quando ele digitou apareceu que eu já tinha votado. Daí eu me assustei e perguntei: ‘mas como eu já votei?’. No que ele repetiu que aparecia que já havia votado”.

Outras tentativas foram feitas. Todas acabaram resultando no mesmo fato. Mas quem votou por Claudia? Trata-se de uma falcatrua eleitoral? E as outras pessoas que também foram vítimas desta situação? Perguntas que também não foram respondidas. Para não ser vítima de uma possível fraude, Claudia optou, daquele momento em diante, em filmar tudo o que aconteceu em seguida.

Ainda de acordo com sua entrevista, uma das provas de que definitivamente não havia votado era de que o papel destacável recebido após o “confirma” nas urnas não estava assinado por ela, conforme demonstra o vídeo. “Eu votei normalmente no primeiro turno e recebi o protocolo destacado. E aí o meu papel do segundo turno estava lá. Ainda bem que eu não havia assinado primeiro. E aí me deu um estalo. Se eu não votei e aparece que eu já votei, o meu voto entrou pra alguém. Então não poderia assinar aquele protocolo”, ressalta a joenalista.

Assim como mostra na íntegra do vídeo feito por Claudia, o ato seguinte foi de procurar as fiscais eleitorais da escola onde ela tentara praticar o dever do voto. Como nenhuma soube o que fazer, foi mantido contato direto com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). A orientação seguinte foi de procurar o cartório eleitoral no mês de novembro.

“Anotaram um papel de justificativa, inclusive tiveram que escrever a mão o item ‘aparece que já votou sem ter votado’, pois não tinha, e falaram que era para eu procurar o cartório em novembro. Porém, em novembro, um candidato já terá sido eleito com o meu voto. E se for um erro, meu voto vai ser nulo? Eu tenho direito de votar. Assim como as outras pessoas que aconteceu a mesma coisa. Tenho certeza que também querem saber para onde foi o voto”, ressalta.

Repercussão

Após a postagem de seu vídeo no Facebook, a repercussão foi imensa. Até esta quarta-feira (29), a filmagem já possuía mais de um milhão e duzentas mil visualizações. São quase 20 minutos de vídeo, mostrando todo o imbróglio vivido pela mulher num dia que ela esperava que fosse marcado pela tranquilidade de um domingo.

A partir da publicação, Claudia começou a tomar conhecimento de vários outros casos semelhantes ao seu. Estes e vários outros casos estão reunidos na página recém criada na mesma rede social. 

Apesar de toda repercussão na web, as grandes emissoras parecem ter fechado os olhos para a questão, segundo a jornalista. “Estamos numa rede social e somos altamente encontráveis. Assim como [Rádio Cidade] você me encontrou, um repórter da Rede Globo, da Record, do SBT, também teria conseguido encontrar”. Com o aparente descaso da grande mídia, Claudia vem tentando e conseguindo chamar a atenção da imprensa internacional. “É um caso de segurança nacional. A mídia deveria estar preocupada em resolver esse assunto, mas, infelizmente, ela depende de ações do governo para poder continuar existindo”, pontua.

Inviolabilidade

Para Claudia, ficou claro que a urna não é inviolável, principalmente após a publicação de seu vídeo na internet. “Recebi a ligação de um ex candidato a prefeito que perdeu as eleições em 2012, ele é do Vale do Paraíba, chamado Neves Nery. Ele relatou também ter sido vítima de fraudes nas urnas. Além disso, existe uma série de reportagens falando sobre as falcatruas que podem ser feitas com as urnas eletrônicas”.

Claudia relatou temer não só por sua segurança, como também pela a de todos os brasileiros. “O meu caso não é isolado e isso mostra que algum erro muito grave ocorreu nestas eleições. A gente sabe que a busca pelo poder não tem limites”.

Um assessor de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em contato com a Rádio Cidade, pediu para que a emissora enviasse um email com uma solicitação de entrevista para que o contraponto seja dado.

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