A sessão desta terça-feira (28) da Câmara Municipal de Brusque foi de análise sobre o resultado das eleições para presidente da República. Oposição e governistas expuseram suas visões acerca do resultado das urnas.
Dejair Machado (PSD) disse que os números na região mostram que a maioria da população desejava mudança. “A nossa região e o estado de Santa Catarina também queriam a mudança. O resultado da eleição reflete o que a nossa região queria. Ao contrário do que aconteceu lá no Norte e alguns estados de lá”, ponderou.
Ivan Martins (PSD) foi o mais enfático nas críticas ao resultado e ao que considera o carro-chefe da eleição petista, programas sociais como o Bolsa Família. Ele destacou a quantidade de votos recebida por Aécio Neves (PSDB), o que, na sua visão, mostra que boa parte da população queria mudança. “Concordamos com assistência social, quando o brasileiro passa dificuldade e aí o governo deve dar assistência. Até que ele tenha condições e possa dar atendimento a suas famílias. Isso é uma compra de votos legalizada, que dá a sustentação a candidatos do governo”, sobre o programa Bolsa Família.
O vereador Felipe Beloto Santos (PT), presidente do diretório municipal do partido, rebateu as colocações, afirmando que a derrota de Dilma Rousseff em Brusque e na região se deu, também, pela distorção da ideia do que são programas como o Bolsa Família.
“Perdemos a eleição aqui em Brusque e perdemos o debate porque um dos motivos, que se pregou, é de que o bolsa família é o sustentáculo da vagabundagem. Vamos ter que trabalhar para mostrara a sociedade que não é isso. Todos os candidatos assumiram com veemência a manutenção do programa”, pontuou ele.
Marli Leandro (PT) disse que este era o desejo do grupo, de reeleger Dilma e manter as propostas e projetos desenvolvidos pelo governo federal. Aproveitou para dizer que o objetivo do programa é que as pessoas não passem fome. “Esse deve ser motivo de orgulho de um governo que conseguiu sair do mapa da fome. O Brasil saiu, e é a ONU que diz isso, por conta desse programa”, disse ela, citando que São Paulo é o segundo estado do país que tem o maior número de beneficiários do programa.



