Nos últimos dias, alguns moradores de cidades próximas a Brusque estiveram na sede do Procon de Brusque em busca de atendimento, já que seus municípios ainda não possuem o órgão de defesa do consumidor. Porém, tiveram de voltar para suas casas, literalmente, com “as mãos abanando”. Afinal, o que será que acontece para que pessoas se deslocam de outras cidades para buscar tal auxílio, mas acabem voltando sem nenhum tipo de respaldo?
Luis Carlos Schlindwein, diretor do Procon de Brusque, explica que a medida foi acertada entre todas as 86 unidades de Procons de Santa Catarina, que possui 295 municípios. O objetivo, segundo ele, é fomentar a criação de mais unidades nas cidades que ainda não possuem.
“Qual é a nossa orientação para essas pessoas? Que elas procurem o vereador que votaram, a Câmara de Vereadores, o prefeito da cidade, enfim, para que eles dêem andamento à instalação do Procon naquele determinado município”, afirma.
Schlindwein lembra que enquanto a instalação não se efetivar, as reclamações podem ser resolvidas através de ações especiais nos juizados especiais e da promotoria do fórum do município.
O diretor do Procon de Brusque também ressalta que, em alguns casos, o cidadão é devidamente orientado em como proceder diante de tais reclamações. Porém, voltou a salientar que o trabalho é voltado para a instalação de mais unidades Procon em todo o estado. Ele ainda frisa que o custo para cada município de pequeno ou médio porte, seria muito pequeno.
“O sistema nacional de informações de defesa do consumidor é gratuito e não tem custos para o município. Talvez uma pessoa – e nem precisaria ser em período integral – já possa fazer esse atendimento”, finaliza.
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