A necessidade do título de eleitor e o aprimoramento da urna eletrônica foram assuntos na sessão ordinária de quinta-feira (23) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O deputado Serafim Venzon (PSDB), questionou a validade do título como documento eleitoral.
O parlamentar destacou que, atualmente, apenas portando o título o eleitor não consegue votar e alegou que a atual legislação torna o documento descartável. Outro assunto levantado pelo deputado foi a necessidade de a urna eletrônica imprimir um documento da votação, o que permitiria a realização de uma possível recontagem de votos. Venzon destacou que as urnas eletrônicas brasileiras estão ultrapassadas, o que, na avaliação de alguns especialistas, ela se torna vulnerável.
O parlamentar explicou que as máquinas DRE (urnas eletrônicas) foram usadas em eleições oficiais em 1991, na Holanda, em 1992, na Índia, e desde 1996 no Brasil. O modelo brasileiro chegou também a ser usado em alguns países latino americanos entre 2002 a 2006. A falta de confiabilidade do modelo DRE (utilizado no Brasil) fez com que, a partir de 2004, este fosse substituído por outros mais evoluídos e confiáveis.
De 2004 a 2012, Venezuela, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Rússia, Bélgica, Argentina, México e Paraguai abandonaram o modelo DRE de 1ª geração.
A urna eletrônica usada nas eleições do Brasil é semelhante a um micro. É programada por seres humanos e seu software é alterável e, por isso, foram recusadas pelos Estados Unidos e Canadá, avaliou Venzon. Em 2014, a Índia e o Equador adotarem modelos mais avançados, de maneira que restou apenas o Brasil ainda a utilizar o modelo DRE de 1ª geração em todo o mundo.
A intenção é que este modelo seja substituído pela urna biométrica, mas para abranger o país todo levará mais alguns anos. Além disso, pontua o parlamentar, também é necessário fazer alguns ajustes, especialmente no censor de leitura das digitais, que chegou apresentar problemas em algumas urnas utilizadas nas eleições deste ano.




