Um projeto de cotas e cartas de enchentes foi apresentado na tarde desta quarta-feira (22), no salão nobre da Prefeitura de Brusque. O programa foi idealizado pelo Centro de Operação do Sistema de Alerta da Bacia do Itajaí (Ceops) em conjunto com a Universidade Regional de Blumenau (Furb).
Segundo o professor da Furb, Júlio Cesar Refosco, a equipe da universidade trabalhou por cerca de seis meses para o resultado desse projeto. “O produto consiste basicamente em um mapeamento das áreas atingidas por enchentes em Brusque. A Defesa Civil tem trabalhado na instalação de vários instrumentos para trabalhar com enchentes, e o produto que nós desenvolvemos é apenas um deles: que é a carta enchente”, além desse, a universidade também realizou a cota enchente.
Refosco explicou que a diferença dessas duas está na utilização e no público de utilização, visto que o sistema de carta é um mapa de inundação da cidade, que é disponível para técnicos da Prefeitura para realizar normas de planejamento pré-enchente. Logo, o sistema de cota é destinado à população, que é um mapa de alerta quando já existe o evento da enchente.
De acordo com o coordenador do projeto, Ademar Cordeiro, o programa possibilita à população conhecer a cota enchente de sua residência. “Com isso, ela vai saber em que momento a enchente vai chegar na casa dela”. Além disso, também haverá um sistema de previsão de nível: se caso tiver uma previsão de sete metros, a comunidade saberá o que deve fazer, se deve ou não tirar móveis de dentro de casa, por exemplo. “Nós levantamos no trabalho de cotas de enchentes 1940 pontos de alagamentos, em cada esquina, pontos baixos, de todos os lugares [da cidade]”.
O prefeito de Brusque, Paulo Eccel, destacou que o estudo vai dar a oportunidade de a sociedade civil saber qual é a metragem que o rio está além do normal, como também onde o rio vai se expandir, caso ocorra uma enchente. “Vai ser possível o acesso de forma bastante popular no site da Defesa Civil, e as pessoas vão poder se prevenir”. Ele também diz que há um trabalho sendo feito, por meio de aplicativos, para serem utilizados simulando metragens maiores do rio.
O professor Refosco aconselha que essas informações sejam desejadas pela população brusquense, pois somente desta maneira o resultado terá efeito de conhecimento. “São vários métodos que a gente tem pra fazer, um deles é a cartilha que está sendo pensada pela Defesa Civil para que as famílias possam conhecer o produto. As outras formas são a divulgação pela internet, que consiste mais basicamente de planilhas de ruas, onde consta o nome da rua e em cada esquina a comunidade tem acesso a cota de enchente”, o outro seria uma espécie de mapa, em que o internauta vai poder visualizar a residência e a cota.



