O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de (CDL), Fabricio Zen, soltou o verbo na direção da Secretaria Municipal de Turismo da prefeitura de Brusque. Ele disse que a pasta parece estar “fechada” e emperrando ações e projetos que poderiam dar um outro rumo ao turismo da cidade. Zen afirmou que o município está perdendo a oportunidade de avançar significativamente neste setor ao preferir cargos políticos ao invés de técnico para gerir a pasta.
“O projeto que cobramos do senhor Kito (Norberto Maestri) lá na metade do ano não apareceu para discussão na entidade. Parece que eles têm medo de mostrar e serem cobrados. Meu amigo, a partir do momento em que você é um homem público, você vai ser cobrado”, disse ele em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade desta quarta-feira (28).
A ação a que se refere Zen é sobre a decoração natalina, para que a entidade empresarial pudesse contribuir de alguma forma. Isso teia sido conversado em meados de maio mas, até este mês, novembro, nada chegou até a Câmara de Dirigentes Lojistas.
“A Secretaria de Turismo está muito fechada. Digo isso porque esse projeto de decoração de Natal lá no mês de maio tinha cobrado do Kito: vamos mexer, traz o projeto para a entidade, para que possamos discutir com antecedência. Até agora, o projeto não apareceu. A Secretaria de Turismo este ano, o que a gente viu? Nada.”, frisou ele.
O presidente da CDL disse, ainda, que o setor de turismo deveria ser direcionado para que a iniciativa privada cuidar das ações ou se fizesse parceria público-privada. Ele cita o Brusque Conventiour Bureau como órgão que tem condições de liderar esse projeto.
“A Prefeitura tem que se preocupar com saúde, educação, abertura de novas ruas e atividades de bem estar da população. Porque não deixar nas mãos da iniciativa privada o turismo? O Conventiours Bureau deixou de ser cargo político, como era em gestões passadas, e, hoje, tem uma equipe profissional ali”, prossegue o empresário.
Para Zen, o país vive um momento econômico de crescimento e é preciso humildade de todos, inclusive do próprio poder público em ver o que é viável ou não de estar em suas mãos.
“Abrir mão de cargo político e colocar pessoas competentes para poder gerir e administrar a cidade será que não é melhor? Porque temos que manter certos cargos políticos lá dentro? Para se perpetuar no poder? E como fica o nosso cidadão?”, questiona ele.
Segundo Zen, há muito tempo vem se realizando conversas de bastidores para que um projeto na área do turismo liderado pela inicatva privada seja implementado. Mas tudo esbarra na falta de vontade de quem está no poder público abrir mão disso.
“O maior mal são os políticos de carteirinha, que não estão pensando na cidade e, somente, em se perpetua no poder, pois eles vivem dali”, critica.
A discussão chega em um momento que se discute o potencial forte do chamado turismo de compras, característica da região e da cidade de Brusque.
“Quando se fala de turismo, não é só o visitante vir fazer compras, é conhecer toda a cidade. Temos começado a fazer um trabalho de conversas com entidades representativas. Será que não pode ser feita parceria público-privada e tirar da Secretaria de Turismo a organização das ações e eventos do setor? Existe verba dentro da Secretaria de Turismo e, muitas vezes, ela é alocada em outras áreas. São assuntos que estamos levando à tona para que possamos ser mais profissionais na cidade”, pontua o presidente da CDL.
Para ele, quando se fala em turismo de compra não é apenas a pessoa chegar na cidade e ir aos centros comerciais e lojas.
“É ela vir conhecer a cidade e ficar três, quatro dias. Para isso, o Parque das Esculturas tem que estar bem organizado. O Zoobotânico tem que estar bem organizado. Tem que ter placas indicativas de trânsito, bem sinalizadas. Quando se fala em turismo de compra ou turismo religioso é vender a cidade como um todo. Mas aí, quando você coloca isso, vem uma questão política, político-partidária, que é o maior mal do Brasil. São os partidos que querem tomar conta de tudo e emperram”, finaliza ele.




