Hoje, 15 de outubro, é o dia daquele personagem que permite, ao menos, duas coisas: eu, repórter, de estar escrevendo esta matéria, e você, internauta, de estar lendo-a. Hoje é o Dia do Professor. Data que começou a ser lembrada somente em 1947 e que se refere ao dia em que o, até então, imperador do Brasil, Dom Pedro I, instituiu o ensino elementar no Brasil. De acordo com o seu decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos deviam ter suas escolas de primeiras letras”.
Hoje em dia, porém, muitos são os desafios para este nobre profissional. Se em tempos passados, no período da Ditadura Militar, o professor tinha local de destaque em qualquer palanque, atualmente, numa gradativa inversão de valores, no período democrático que vivemos, o que se observa é o professor cada vez mais desvalorizado e lutando para receber uma miséria a mais nos seus rendimentos mensais.
Para Tatiane Dada (32), professora de educação infantil, o vilão da educação pública no país é a qualidade das escolas e os recursos materiais escassos. Já para Liane Demarche (25), técnica pedagógica, a questão perpassa, também, no financeiro. “Os profissionais são, na sua maioria, mal remunerados. Lecionando 40h ou 60h, sobra pouco tempo para investir na sua qualidade de vida. Estão cada vez mais doentes e vulneráveis à violência. A burocracia atrapalha muito a aquisição de materiais de qualidade”, ressalta.
Para ela, seria necessário que o país passasse por uma reforma educativa, a fim de que os profissionais fossem valorizados financeiramente, possibilitando-os acrescentar mais qualidade às suas vidas.
Mas o que leva alguém a querer educar, como meio de profissão? Para Tatiane é a esperança. “Amor pela profissão, pelos alunos e, apesar dos problemas que existem, esperamos que apareçam as soluções”.
Para ela, trabalhar nesta área era um anseio de criança. “Eu já falava que queria ser professora, por que gostava muito, achava uma profissão muito bonita. E, também, adoro crianças. Isso ajudou bastante”, ressalta a professora.
Estar na profissão é a certeza de que sem os professores, tudo seria ainda pior, acredita Liane. “Mesmo sem a autonomia desejada nós ainda podemos construir um futuro melhor. Mesmo com tantos obstáculos, ensinar alguém é uma tarefa extremamente gratificante”.
Essa é a singela, porém, sincera homenagem da Rádio Cidade a todos aqueles (as) que são os únicos profissionais responsáveis por formar todos os outros profissionais.



