Com pauta extensa na ordem do dia, foi um pedido de informações feito ao Executivo o que gerou maior embate na sessão desta terça-feira (14) da Câmara de Vereadores de Brusque. O pedido, de número 95/2014, elaborado por Jean Pirola (PP), solicita que a Prefeitura informe porque ainda não foi instalada a Casa do migrante, espaço destinado a oferecer suporte e estudo sobre a chegada de pessoas de outras regiões a Brusque.
Algo que foi fruto de uma audiência pública sobre migração, realizada em maio no município. Segundo Jean Pirola, a proposta feita na época da audiência pela Prefeitura era de criar e instalar o espaço em sessenta dias a contar daquela data, 5 de maio. O que ainda não ocorreu. Segundo ele, o município poderia tomar algumas medidas para facilitar a chegada e inserção de pessoas a cidade.
“Não estou vendo essa questão em que o município poderia puxar para si e dizer o seguinte: olha, aqui no Steffen temos ‘N’ famílias com ‘N’ moradias. Não temos mais capacidade para abrigar ninguém. Mas temos um bairro em que ainda tem vaga em creche, que não vai precisar de ônibus para levar o aluno, que tem vaga no posto de saúde”, disse na tribuna.
O vereador José Isaias Vechi (PT) pediu aparte para rebater colocações sobre uma situação específica nas escolas Augusta Dutra de Souza e Alberto Pretti, no Bairro limeira Baixa. A de que a unidade poderia ser utilizada para facilitar a inserção dos filhos dos migrantes quando da chegada dos mesmos ao município, mesmo que não residam naquele bairro.
“Sabemos que têm salas vazias. Ainda bem que tem, que há espaço ainda ara os alunos”.
Para Alessandro Simas (PR), o pedido de informações vem com a intenção de acelerar a instalação da Casa do Migrante, diante do rápido crescimento populacional da cidade com a chegada de pessoas de outras regiões.
“A Casa do Migrante é uma necessidade, devido à quantidade de pessoas que estão vindo para a nossa cidade com freqüência”.
Felipe Beloto Santos (PT) lembrou que a proposta de criação da Casa do Migrante será concretizada, pois consta no plano de governo da atual gestão. “Esse pleito está compromissado com a população brusquense. Antes de qualquer vereador trazer isso para esta casa no debate, já estava no plano de governo do prefeito Paulo Eccel e do vice, Farinha. Esse compromisso está acima de qualquer tentativa de se criar alguma bandeira aqui dentro”.
Para o vereador Valmir Ludvig (PT), toda a discussão em torno da criação de um espaço como este é desnecessária, pois muitas ações apenas fomentam a discriminação e a xenofobia.
“Essa coisa de baiano, Sul, Norte, discutir informações, desinformações das pessoas é tudo bobagem. Só reforça essa ‘nheca’ toda”, soltou.



